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“Temos de deixar de chorar pelo leite derramado”

O ministro da agricultura e Florestas, Marcos Alexandre Nhunga, defende que se deixe de olhar para o passado como uma meta a atingir, pois não se pode continuar a “chorar pelo leite derramado”.

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Fotografia
:
Carlos Aguiar

No seu discurso de encerramento da conferência E&M “Agricultura: do passado à actualidade, principais constrangimentos e caminhos a seguir ” – que adaptamos abaixo por desencontro de agenda para uma entrevista – o responsável, formado em Agronomia no Instituto Superior de Tashkent, Ubzequistão, em 1990, e com uma especialização em Extensão Rural na Universidade de Wageningen (Holanda), garantiu que, actualmente, o país já regista “muita produção” agrícola, porém, os custos de estrutura ainda são muito altos, o que retira competitividade ao produto nacional.

Economia & Mercado (E&M)- Que avaliação fazemos da nossa agricultura?


Marcos Nhunga (MN) - Quando estamos a fazer a avaliação da agricultura em Angola, do passado à actualidade, sou daqueles que pensam que o passado tem de servir como referência, como um dado a reter, mas nunca como uma marca ou meta pela qual temos de lutar para atender ou atingir, porque são realidades diferentes. O contexto colonial tinha as suas políticas e estratégias em função dos interesses que foram definidos naquela altura. actualmente, temos um outro contexto totalmente diferente, que resultou de uma independência conturbada. A guerra desestruturou toda a actividade agrícola do país. Todos sabemos que Angola foi auto-suficiente em termos alimentares e atingiu indicadores internacionais relevantes ao nível da produção nacional e da exportação, mas temos de deixar de chorar pelo leite derramado e, a partir deste momento, começar uma nova era.

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Economia & Mercado – Quem lê, sabe mais!

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