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“Temos um défice de qualidade muito grande”

Os recursos humanos formados em Angola são sobreviventes de uma espécie de ideologia do passado e as instituições de ensino ressentem-se dessa situação.

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Fotografia
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Carlos Aguiar

Esta é a tese do Professor de Sociologia das Organizações no Curso de Mestrado da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, orientador de trabalhos de fim de curso no Seminário do Sagrado Coração de Jesus e de monografias nas universidades Católica de Angola (UCAN) e Agostinho Neto, Padre Vicente Cacuchi.

O também supervisor de programas de colaboração e parceria da UCAN com ONG’s e com o ISUP (Instituto Superior JoãoPaulo II) critica o facto de o país já ter muitos doutores sem que, na prática,se vejam resultados.

Como avalia o perfil do quadro angolano e o respectivo desempenho profissional?


A descrição do perfil, enquanto tal, é um tanto ou quanto complexa. Os recursos humanos que o mercado tem são sobreviventes de uma espécie de ideologia que existia e as universidades ressentem-se disso, embora tenhamos entrado numa fase de multipartidarismo, onde existe de facto um ensaio democrático interessante, sobre o qual as universidades vão tomando o seu espaço.

O perfil que temos é o traçado por aqueles que vão ousando, pois aceitam o desafio de trabalhar na área de formação e capacitação de quadros. Para haver quadros é necessário haver formação. No entanto, a pergunta que se coloca é: quem os está a formar?

A Universidade Católica de Angola tem trabalhos conjuntos com a Associação do Ensino Privado e observa-se que a exigência da nossa universidade é, por vezes, banalizada pelo ministério de tutela,refiro-me ao Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação.

Leia mais na edição de Janeiro de 2019

Economia & Mercado – Quem lê, sabe mais!

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