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Tiros no escuro

Há já três anos que o mês de Agosto deixou de ser tão festivo em Angola como foi tradição durante mais de três décadas.

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Fotografia
:
Carlos Aguiar

Das maratonas – feiras prolongadas nos bairros periféricos onde abundam o álcool e o churrasco – às foras de quintal e seminários científicos, em que se endeusava a figura do arquiteto da paz, há poucos resquícios. Mas, à medida que o novo inquilino domina os cantos e corredores da moradia real, parece-nos haver um fac-símile da governação anterior, marcada por “boas ideias, bons projectos”, mas um falhanço total na sua execução, como o próprio admitiu numa espécie de autocrítica que soou mais a caricatura e que foi efusivamente aplaudida por militantes e outros simpatizantes fanáticos. Como resultado, chegou a hora de afastar-se da liderança do país com muito por se fazer, com “boas ideias, bons projectos e bons programas” por realizar.

Hoje, infelizmente, assiste-se a cenas de tiroteios no escuro, com medidas demasiado desarticuladas do actual contexto socioeconómico do país e cujos impactos acabam sendo o inverso do esperado, ficando-se, assim, mais uma vez, pelas boas intenções.

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