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Três dos nove municípios de Luanda têm minas

A capital do país tem nove áreas minadas identificadas, sendo seis áreas localizadas fora das zonas urbanas do município de Kissama, duas no Icolo e Bengo e uma no município de Cacuaco.

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Os dados analisados hoje, quinta-feira, 5, pela Economia & Mercado, foram compilados pela Agência Nacional da Acção Contra Minas (ANAM) e revelam que actualmente a província de Luanda tem uma área estimada de 1.121.211 metros quadrados afectadas com minas.

Já os dados do Instituto Nacional de Desminagem dão conta que só em 2021 morreram 26 pessoas vítimas de acidentes de minas.

No compito geral, o país tem 1.091 áreas consideradas minadas, numa superfície estimada de 73.381.054 metros quadrados.

As estatísticas da ANAM indicam que das 18 províncias que constituem o território nacional, 16 têm áreas minadas identificadas, sendo que a província do Kuando Kubango, Moxico, Bié, Cabinda e Kwanza Sul têm faixas acima de 100 áreas minadas conhecidas. Os dados referem também que a província do Uíge, no entanto, é que tem menos áreas minadas, apenas com uma, seguida da província do Namibe com três, Zaire com quatro e Luanda com nove.

Com 70 áreas, o município do Moxico, na província do Moxico, lidera a lista de zonas afectadas, seguida do município do Alto Zambeze com 53 áreas.

Só a província do Kuando Kubango, por exemplo, tem 255 áreas minadas, sendo que Mavinga com 68, Menongue com 66 e Kuito Kuanavale com 62 áreas identificadas são as mais afectadas. Já a província do Moxico tem 244 áreas afectadas e Bié com 128.

Segundo o director-geral da ANAM, Leonardo Severino Sapalo, o grande problema da acção de desminagem no país “não é o número de operadores ou de efectivos”, mas a ausência de informações sobre a quantidade de engenhos e o método de activação utilizado pelas diferentes organizações militares que operaram no teatro dos conflitos armados.

Leonardo Severino Sapalo acrescenta ainda que o problema tem a ver com a falta de informações, pois não se sabe quantas minas estão nas áreas identificadas, assim como não se sabe qual foi o método utilizado para activar as minas. “Esta informação está ausente”, precisou o responsável em entrevista à Economia & Mercado, referindo que durante os conflitos armados participaram cerca de “14 instituições militares ou paramilitares que de uma forma ou outra usaram minas” desde a Luta de Libertação Nacional até 4 Abril de 2002.

O país conta com operadores públicos que actuam no âmbito da Comissão Executiva de Desminagem que integram as Forças Armadas Angolanas, o Instituto Nacional de Desminagem, a Casa Militar e a Policia de Guarda Fronteiras. A APACOMINAS, a MAG, a THE HALO TRUST, a APN e APOPO, são as Organizações Não Governamentais (ONG’S) que operam no território nacional.

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