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Uma economia à espera de mais estímulos

O impacto da Covid-19 tem sido, particularmente, severo para a economia angolana e, consequentemente, para as empresas, de acordo com análises de instituições privadas e empresários.

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O Estudo Especializado sobre o Mercado de Trabalho e Actividades Económicas, divulgado em Fevereiro último, no âmbito do projecto de Revitalização do Ensino Técnico e da Formação Profissional de Angola (RETFOP), aponta que o país registou, em 2020, uma redução da actividade económica e, de acordo com as projecções mais recentes, “significativamente superior às dos anos anteriores”.

Segundo o documento, patrocinado pela União Europeia, o impacto da Covid-19 “tem sido, particularmente, severo para a economia angolana, na qual à crise económica e de saúde pública se junta uma quebra da procura pelos produtos petrolíferos e uma consequente diminuição dos preços” que condicionou a consolidação das contas públicas angolanas.

Conforme o estudo, “o Kwanza sofreu uma grande depreciação, tendo acabado o mês de Setembro a perder mais de 20% face ao dólar norte-americano”. Ademais, lê-se, a variação homóloga do índice de preços no consumidor vinha registando uma tendência crescente em 2020, atingindo os 23,82% em Setembro, o valor mais alto registado desde Novembro de 2017. “A evolução da inflação reflecte, sobretudo, a depreciação cambial que tem ocorrido e uma política monetária moderadamente acomodatícia”, segundo o relatório.

A análise mostra que a concessão de crédito à economia (a empresas e a particulares) registou, até Junho do ano passado, um crescimento homólogo de 19%, o que, de acordo com o RETFOP, “comparando este aumento com a taxa média de inflação homóloga até à mesma data (20,26%), se constata que esta crise não tem impactado o mercado do crédito da mesma forma como afectou outras vertentes da economia angolana”.

Leia o artigo completo na edição de Abril, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

An economy waiting for more stimulus

The impact of Covid-19 has been particularly severe for the Angolan economy and, consequently, for companies, according to analyses by private institutions and entrepreneurs.

The Specialized Study on the Labor Market and Economic Activities, released last February, within the scope of the Revitalization of Technical Education and Vocational Training of Angola (RETFOP) project, points out that the country registered, in 2020, a reduction in its economic activity and, according to the most recent projections, one that is “significantly higher than in previous years”.

According to the document, sponsored by the European Union, the impact of Covid-19 “has been particularly severe for the Angolan economy, where the economic and public health crisis is coupled with a fall in demand for oil products and a consequent decrease in oil prices” that adversely impacted the consolidation of Angolan public accounts (expenses).

According to the study, "the Kwanza suffered a great depreciation, having ended the month of September losing more than 20% against the US dollar". Also, we read, the year-on-year change in the consumer price index had been registering an increasing trend in 2020, reaching 23.82% in September, the highest recorded value since November 2017. “The evolution of inflation reflects, above all, the exchange rate depreciation that has occurred and an accommodating and modest monetary policy”, according to the report.

The analysis shows that credit granting to the economy (companies and individuals) recorded, until June last year, a year-on-year growth of 19%, which, according to RETFOP, “comparing this increase with the average rate of annual inflation untill the same date (20.26%), it shows that this crisis has not impacted the credit market in the same way as it has affected other aspects of the Angolan economy”.

Read the full article in the April issue, now available on the E&M app for Android and at login (appeconomiaemercado.com).

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