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Unitel poderá elevar rede de clientes para 22 milhões até 2027

‍Empresa conta actuamente com mais de 12 milhões de clientes. Opera em quase toda a extensão do território nacional e ocupa uma quota de mercado de 80%, cabendo os restantes 20% à concorrente Movicel.

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A Unitel, operadora de telefonia móvel, pretende aumentar à sua actual rede de clientes mais 10 milhões de subscritores, plano que poderá estar totalmente concretizado nos próximos sete anos, avançou, recentemente, o director-geral da empresa, Miguel Gerardes, em comunicado a que a Economia & Mercado teve acesso.

“Hoje temos mais de 12 milhões de subscritores e esperamos ter mais 10 milhões nos próximos 6 a 7 anos. De facto, temos conectividade em toda a parte, mas ainda não temos 100% do território nacional coberto”, assinalou o gestor, em comunicado, por ocasião do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, comemorado a 17 de Maio de cada ano.

Actualmente, a Unitel disponibiliza aos seus clientes os serviços de 2G, 3G e 4G na maioria das províncias. Mas, ainda assim, Miguel Geraldes admite haver muito trabalho por ser feito no futuro. Entretanto, acredita que este desafio deverá ser ultrapassado, nos próximos tempos, devido sobretudo a existência da rede de fibra óptica nos país, inclusive nas áreas rurais, o que, a seu ver, será fundamental para “ajudarmos o País a desenvolver-se e a conectar as pessoas, especialmente à internet”.

O Governo destacou, este domingo, 17, o papel que o sector das telecomunicações e tecnologias de informação desempenha no contexto social e da economia angolana e mundial. Em comunicado, o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS) considera que a data representa um momento de avaliação, quer pela sociedade, no seu todo, quer para os operadores das comunicações electrónicas, em particular.

De acordo com o MINTTICS, muitas das acções traçadas para o sector, em Angola, já geraram resultados, reflectidos na melhoria contínua na prestação dos serviços públicos e básicos de telefonia, no acesso à internet e nos serviços associados.

A nota realça, por outro lado, que, fruto dos programas e projectos implementados, o país conta actualmente com cerca de 15 milhões de assinantes de telefonia móvel, sete milhões de utilizadores de internet e mais de dois milhões de subscritores de TV por assinatura.

Numa outra perspectiva, lança um apelo aos profissionais das telecomunicações e tecnologias de informação no sentido de continuarem a trabalhar com "brio e dedicação" e, num outro prisma, pede aos utilizadores das comunicações electrónicas para fazerem o "uso responsável" dos serviços digitais e das redes sociais, numa altura em que o mundo enfrenta a pandemia da COVID-19.

O 17 de Maio, foi instituído em 1865, aquando da criação da União Telegráfica Internacional que a partir de 1932, passou a chamar se União Internacional das Telecomunicações.

Angola conta actualmente com três empresas que prestam serviços de telecomunicações, nomeadamente a Unitel, com uma quota de mercado de 80%; Movicel, com os restantes 20% e Angola Telecom, com uma posição residual, estando previsto que uma parcela de 45% desta última venha a ser privatizada.

Entretanto, prevê-se, para os próximos tempos, a entrada em funcionamento de um quarto operador de telecomunicações, no mercado nacional. Trata-se da libanesa Africell que, segundo os dados oficiais, é a única que terá apresentado uma proposta ao Governo para este fim.

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