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Vinte toneladas de banana a caminho de Portugal

A Fazenda Bacelinho, no município do Lobito, província de Benguela, prepara a exportação de pelo menos 20 toneladas de banana para Portugal no primeiro semestre de 2019.

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Cláudio Gomes
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Cláudio Gomes

Tais declarações foram feitas, esta semana, pelo proprietário da fazenda, Carlos Alberto ao Jornal de Angola em que declarou que outros países da Europa como a Holanda, França e Suíça, mostram interesse no produto angolano.

“Temos inúmeros pedidos, porque clientes de várias partes do mundo que se encontravam em Portugal naquela altura, provaram e comprovaram a excelente qualidade da banana de Angola”, informou, referindo-se a campanha de 2016, altura em que a banana produzida na fazenda chegou à Portugal.

Segundo o empresário, a pretensão de exportar a banana para aquele país da lusofonia em particular, deveu-se a expansão do bananal de 16 para 20 hectares, o que traz uma previsão de colheita de 40 a 60 toneladas por mês durante os meses de Março e Abril de 2019.

“Pretendemos exportar 20 toneladas, principalmente, para Portugal”, garantiu o agricultor, considerando que o mercado angolano não tem capacidade para consumir a quantidade de banana que se pretende produzir.

Por outro lado, valorizou a operação de 2016 tendo destacado as excelentes condições de acondicionamento no navio que transportou o produto a Portugal com a mesma qualidade com que saiu de Angola.

Para dar resposta a procura, a empresa alargou a sua produção. Neste sentido, a fazenda possui actualmente 325 hectares e a projecção de elevar o números de bananais disponíveis dos 20 actuais para 40 e, posteriormente, 50.

Com efeito, a nova pauta aduaneira, considerou Carlos Alberto, trouxe benefícios que devem ser aproveitados pelos industriais, comerciantes, agricultores e outras pessoas ligadas aos negócios, mas deve ser mais divulgada.

“Às vezes, as pessoas andam mais concentradas na sua actividade e não se apercebem do que se passa ao lado”, disse referiu.

O agricultor disse ainda que é necessário que o Aeroporto Internacional da Catumbela imprima maior dinamismo em relação aos voos internacionais, de modo a que se possa viabilizar as exportações e se evitar a burocracia.

“Ainda há pouco tempo um contentor de manga apodreceu noPorto do Lobito, por esse motivo”, lamentou o produtor.

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