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Vítimas das chuvas de Luanda ainda à espera de realojamento

As mais de 8.000 pessoas desalojadas em consequências das chuvas torrenciais de Abril, em Luanda, ainda não estão alojadas, pois o trabalho está ser feito de forma sistemática, disse Joana Lina.

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As vítimas continuam a aguardar soluções por parte do governo provincial, que está a “preparar o processo” que será feito de forma “sistemática e organizada, tirando algumas iniciativas individuais que já foram realizadas pelo Governo Provincial de Luanda, segundo conta a Lusa.

De referir que, em 19 de Abril, as chuvas torrenciais provocaram o caos em Luanda e deixaram 14 mortos e mais de 8.000 pessoas desalojadas e 1.617 casas inundadas.

A governadora falava em Luanda à margem de uma cerimónia em que foram transferidas estruturas de gestão territorial, até agora geridas por órgãos centrais, para o GPL.

Questionada também sobre os problemas dos semáforos da cidade, muitos dos quais sem funcionar, causando constrangimentos no tráfego, Joana Lima respondeu que o funcionamento da província por vezes “choca” com outro organismo e que as fronteiras relativamente às responsabilidades de gestão nem sempre estão delimitadas.

“Isso provoca alguma confusão, estamos preocupados com isto e com a iluminação publica”, respondeu a governadora, sem fornecer mais detalhes.

Sobre a recolha de resíduos, outro problema crítico da capital que há meses preocupa os munícipes de Luanda, admitiu que “não está a ser fácil” para as operadoras selecionadas por concurso, e que iniciaram a limpeza em Abril, devido à existência de grandes focos de lixo ainda espalhados pela cidade.

No quadro da descentralização e desburocratização do Estado, foram transferidas várias estruturas de gestão territorial urbana, incluindo património e infraestruturas de vários órgãos centrais para o GPL.

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