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A escalada da criminalidade em Angola

Roubos, violações, mortes, incluindo de agentes, constam do balanço da criminalidade no país, sobretudo em Luanda, marcado por patrulhamento deficitário e de degradação das condições sociais.

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Fotografia
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ISTOCKPHOTO

O aumento de crimes violentos em Angola, com destaque para os bairros periféricos de Luanda, tem tirado sossego aos cidadãos. Nos últimos cinco anos, o país registou uma subida de 24% do índice de criminalidade, com uma média de 150 casos por dia.

Em termos anuais, a taxa média é de 191,8 crimes em cada 100 mil habitantes, segundo dados revelados pela Polícia Nacional (PN) há quase um ano. Em 2018 e 2019, altura em que Angola começou a registar o agudizar da crise financeira e cambial, que já se arrastava desde 2016, o balanço foi de um aumento vertiginoso de crimes.

Em 2020, em função do Estado de Emergência decretado para evitar a propagação da Covid-19, Angola terá registado uma redução dos crimes violentos, embora, conforme dados da PN, nos primeiros meses de isolamento social, tenha havido mais detenções por violação das medidas de combate à pandemia.

Por exemplo, quase seis mil pessoas foram detidas durante o primeiro mês do Estado de Emergência em Angola (de 27 de Março a 25 de Abril), quando se registou também decréscimo na criminalidade violenta, com menos 60 homicídios do que no período homólogo de 2019.

De acordo com fontes policiais, no período em análise, registaram-se ainda menos 379 crimes de ofensas corporais, menos 122 com recurso a armas de fogo e menos dois acidentes de viação por dia, em comparação com o período anterior.

Já em Agosto de 2020, a PN registou 5. 090 crimes, menos 1.350 em relação ao igual período anterior, representando uma redução de 27% dos delitos. A informação foi divulgada no âmbito da apresentação da estratégia das forças de defesa e segurança para reduzir a criminalidade no país em 5% até Dezembro do ano passado, época em que se regista uma tendência crescente de crimes.

Leia o artigo completo na edição de Janeiro, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

The rise of criminality in Angola

Thefts, rapes and deaths, including those of National Police officers, are part of the balance of crime in the country, especially in Luanda, where the scenario is one of poor patrolling and degradation of social conditions.

The increase of violent crimes in Angola, especially in the peripheral neighborhoods of Luanda, has taken peace away from citizens. In the last five years, the country has registered a 24% rise in the crime rate, with an average of 150 cases per day.

On an annual basis, the average rate is 191.8 crimes per 100,000 inhabitants, according to data released by the National Police (PN) nearly a year ago. In 2018 and 2019, when Angola began to face the worsening of the financial and currency crisis, which had been dragging on since 2016, the immediate consequence was a vertiginous rise in crime.

In 2020, due to the State of Emergency decreed to prevent the spread of Covid-19, the country registered a decrease of violent crimes, with 60 fewer homicides than in the same period in 2019, although, in the first months of social isolation there were more arrests for violation of containment measures, with nearly 6,000 people arrested during the first month of the State of Emergency in Angola (from March 27 to April 25).

According to national police data, in comparison to the same period in 2019, there were 379 less crimes of bodily harm, 122 less with the use of firearms and less 2 road accidents per day.

In August 2020, the PN recorded 5,090 crimes, 1,350 less than the same period in 2019, representing a 27% decrease in criminality. The information was released as part of the presentation of the defense and security forces’ strategy to reduce crime in the country by 5% until December of last year, a time when there is a habitual rise in criminality.

Read the full article in the January issue, now available on the E&M app for Android and at login (appeconomiaemercado.com).

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