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A história contada em cenários de sonho

Susana Gonçalves
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Foto:
Carlos Aguiar

No Planalto Central, nas terras altas enfeitadas por gigantescas pedras que “brotam” dos solos, partimos à descoberta dos encantos naturais e da história dos povos que têm habitado a região.

Localizado no centro de Angola, em pleno Planalto Central, ao contrário de quase todas as grandes cidades que se vão desenvolvendo ao longo do milénios, crescendo de acordo com o movimento das suas populações, o Huambo foi projectado e delineado desde o primeiro momento,construído num ponto estratégico da ligação entre a costa e o interior, numa altura em que Portugal, a potência colonizadora, se via obrigado a ocupar os territórios mais a leste para não correr o risco de os perder, na sequência dos resultados da Conferência de Berlim.


Desde o século XVII, os reinos do Huambo,Bailundo e Sambo, com população de etnia Ovimbundu, em tempos aliada da rainha Nzinga Mbandi na luta contra os colonizadores portugueses.

Reza a história que, depois da conversão da Nzinga ao catolicismo, e temendo possíveis represálias dos invasores, vários grupos de guerreiros terão rumado ao sul em busca de segurança, estabelecendo-se nestas terras ricas do planalto. O nome da cidade dever-se-á, precisamente, a um rei Huambo, Wambu-Kalunga (o "Grande-Mar"), que se instalou na região da Caála, onde ainda hoje encontramos a sua sepultura, e que se tornou lendário pela sua brutalidade que terá levado o próprio povo a abandoná-lo.

Leia mais na edição de Outubro de 2018.

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