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AIBA disponibiliza mais de 16 mil litros de álcool para combater Covid-19

A iniciativa visa também a disponibilização de uma linha de montagem de máscaras protectoras para o pessoal da área de saúde e oferta de águas e sumos aos centros de quarentena.

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Fotografia
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Vasco Célio

Esta iniciativa, segundo a Associação das Indústrias de Bebidas de Angola (AIBA), está a ser operacionalizada no quadro de uma parceria estabelecida com o Governo, nomeadamente com a Comissão Interministerial para a Prevenção contra a Covid-19, o que permitiu já, até ao momento, a entrega de mais de 16 mil litros de álcool para desinfecção.

“A procura do mercado (por álcool) não é o que nos move, mas sim podermos dotar, ajudando, unidades de saúde pública que tanta necessidade têm destes bens de controlo pandémico. O álcool é importante e por isso estamos a disponibilizá-lo, mas gostaríamos de sublinhar também a importância do uso do comum sabão”, frisou o presidente da AIBA, Manuel Victoriano Sumbula.

Em declarações à E&M, o responsável disse, sem avançar as quantidades, que a associação que preside já efectuou também a entrega de água e sumos aos centros de quarentenas, em Luanda, tendo garantido novos apoios mediante as necessidades do Governo.

“Foi uma alegria, confesso, ver as pessoas acolherem esta distribuição de águas e sumos de uma forma emocional. As águas, pela necessidade de hidratação, os sumos, pela necessidade de nutrição”, referiu, notando o facto de os produtos em causa estarem em embalagens invioláveis.

O empresário apela, no entanto, as pessoas a não desperdiçarem a água, bem como a não partilharem bebida alguma. “É exactamente neste acto de partilhar que o coronavírus vai-se espalhando. Lavar mãos 8 a 10 vezes por dia, com sabão, entre os dedos, unhas, palmas, costas das mãos! E não partilhar garrafas!”, apela.

Indagado sobre as quantidades de máscaras protectoras a disponibilizar, ao abrigo da parceria estabelecida com o Governo para o combate à Covid-19, Manuel Victoriano Sumbula adianta que estes números serão divulgados em breve, tendo garantido que as linhas (para produção de máquinas) estão em fase final de afinação, estando já montadas.

“Aguardamos um planeamento eficaz, que permita a cobertura das necessidades pessoais e geográficas do que se acredita ser o pico, em Junho. Até lá, quanto mais os cidadãos obedecerem ao confinamento e reclusão social, menos doentes e, consequentemente, menos vítimas registaremos no país”, disse.

Em relação aos associados, a AIBA diz ter já elaborado um plano de contingência para prevenir que os trabalhadores do conjunto de empresas que compõem a associação sejam contaminados.

Actualmente, a associação, segundo o seu presidente, está em fase de levantamento dos associados que já estão mais adiantados nos seus planos de contingência, para evitar parar linhas de produção, garantindo que o país tenha sempre, pelo menos, água e sumos.

“Teremos então um plano geral para todos os associados, cerca de 40, para aplicarem e seguirem à risca. Não falo só para a AIBA, falo para todas as empresas e para todas as associações. Nesta luta desigual, apenas juntos, seremos mais fortes!”, afirmou.

No quadro da mesma estratégia, as empresas que integram a AIBA decidiram dispensar os trabalhadores até ao mínimo, mantendo linhas de produção com pessoal residente num período quinzenal, “com toda a estrutura de condições de descanso, lazer e comodidade”, trocando-se depois os turnos.

São membros fundadores da AIBA empresas como a Coca-Cola Bottling, Refriango, Refriango Huambo, Cuca, Sociedade de Bebidas de Angola (SOBA), Sociedade de Empreendimentos Fabris de Angola (SEFA), Empresa de Cervejas Ngola Norte (ECNN), Sovinhos, Kicando, Drinco, entre outras.

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