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Aprovado plano para acelerar a agricultura no país

Mais de 91,2 mil milhões de Kwanzas vão ser aplicados, ainda este ano, pelo Governo, para duplicar a produção de cereais, de dois para quatro milhões de toneladas.

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Fotografia
:
Carlos Aguiar

Os valores constam de um plano aprovado ontem, quarta-feira, 25, em Luanda, pela Comissão Económica do Conselho de Ministros, que também servirá para dinamizar a pesca no país.

Segundo o Jornal de Angola, o Governo prevê, nos próximos dois anos, aplicar 150,5 mil milhões de Kwanzas para acelerar a produção agrícola e piscatória e abranger dois milhões de famílias. 

As autoridades governamentais pretendem, a curto prazo, apressar o passo para a melhoria da segurança alimentar e nutricional, através do aumento da produção agro-pecuária, da pesca e aquicultura. A medida visa também proporcionar o maior número de empregos, aumentar o rendimento das famílias, acelerar o crescimento económico, diversificar as exportações e substituir as importações.

Para tal, escreve o diário público nacional, a Comissão Económica do Conselho de Ministros aprovou na 6ª reunião ordinária, o Plano Integrado de Aceleração da Agricultura Familiar.

De acordo com as autoridades, citando o instrumento, pretende-se, essencialmente, evitar em definitivo a dependência do país a produtos alimentares importados. 

Do Orçamento Geral do Estado (OGE) será desembolsado 60.8 mil milhões, enquanto que 30.4 mil milhões de Kwanza serão desembolsados pelo sector privado, por meio da operacionalização das linhas de crédito disponíveis, como a do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura (FADA), FADPA e FDCA. Além disso, conta-se, também, com as linhas de crédito do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA).

Para os próximos dois anos, segundo o diário matutino angolano, o plano elaborado pelo Governo prevê gastar mais de 300 mil milhões de kwanzas, sendo 150.5 mil milhões de Kwanza para cada ano, dos quais 100 mil milhões de Kwanza deverão ser financiados pelo OGE e 50.5 mil milhões pelo sector privado, através da operacionalização das linhas de crédito do FADA, BDA “e outras”.

De acordo com Jornal de Angola, que cita um documento a que o órgão de comunicação social teve acesso as autoridade pretendem, com o plano, de carácter imediato e integrado, o Executivo prevê assistir, de forma directa, um milhão, 507 mil, 743 famílias em 2020, um milhão, 733 mil, 904, em 2021 e 1 993 990 um milhão, 993 mil, 990 famílias em 2022. A assistência será técnica e financeira, disponibilização de sementes, fertilizantes, instrumentos de trabalho e pequenos equipamentos agrícolas.  Deste modo, o país pretende sair dois milhões de toneladas de cereais para quase quatro milhões de toneladas.

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