O Governo cabo-verdiano anunciou que vai proceder a um incremento remuneratório de 16% em Janeiro de 2025, mas o Sindicato dos Professores, além de se mostrar insatisfeito com a proposta, questiona o horizonte temporal definido para entrada em vigor de um estatuto que sai já em Junho deste ano.
“Porque é que o Governo vai actualizar a nova grelha salarial só em Janeiro, sabendo que o mesmo tinha prometido que a grelha salarial vem acompanhada do estatuto que sai no mês de Junho?", questionou a presidente do SINPROF, citada pela imprensa local.
Para Lígia Herbert, este aumento dos 16%, "não satisfaz" a classe, justificando que ainda faltam algumas questões a serem resolvidas, em relação às progressões estagnadas, transição dos professores e o subsídio por não redução da carga horária.
Acrescentou que os professores continuarão a lutar em prol dos seus direitos, se for o caso com mais greves, porque, conforme explicou, “não conseguiram nada ainda”, senão os 16% do salário, faltando 20%.
Os sindicalistas referem que, nos últimos dois anos, os trabalhadores cabo-verdianos perderam o poder de compra à volta de 15%, o que “é insuportável” para os bolsos de todos, sobretudo dos professores, esperar até Janeiro para usufruir desse dinheiro.