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Caminho para descarbonização debatido em Luanda por peritos noruegueses

Cláudio Gomes
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Foto:
DR

A necessidade energética mundial crescerá em 28% até 2045, sendo que o petróleo e gás representarão 52% da matriz energética mundial, de acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

A cifra foi debatida na abertura do workshop sobre descarbonização realizado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), em colaboração com a Agência Norueguesa de Promoção do Sector Energético, promovido hoje, quinta-feira, 20, em Luanda, que debateram temas como a regulamentação, a tecnologia disponível e as acções de cooperação.

De acordo com um comunicado da entidade reguladora do sector de petróleo e gás, a previsão apontada pela OPEP, a procura pela energia é justificada pelo aumento da população e pelo crescimento económico de regiões como a Ásia, África e Médio Oriente.

Segundo as projecções do colégio de países exportadores de petróleo, isto significa que o petróleo e o gás vão continuar a fazer parte das necessidades energéticas mundiais nas próximas décadas. “A descarbonização é um tema premente, para que os Estados e as organizações possam contribuir para a melhoria do ambiente e para a defesa do planeta”, lê-se no comunicado.

Sobre o tema, o secretário de Estado do Petróleo disse que outra ideia central é “o caminho para a neutralidade carbónica não pode ser encarado da mesma forma para todos os países”.

Disse, porém, que o Executivo angolano assumiu o compromisso com a descarbonização e com a transição energética em curso a nível mundial.

“À semelhança de vários outros países, Angola convive ainda com grandes desafios de acesso à energia eléctrica por parte da sua população e tem nos hidrocarbonetos a maior fonte de receitas para o desenvolvimento da sua economia e para a sustentabilidade das acções de transição energética”, disse, José Barroso, citado no documento.

Por sua vez, o presidente da ANPG lembrou que é nos recursos petrolíferos que Angola tem a maior fonte de receitas para o seu desenvolvimento e para a melhoria das condições de vida das suas populações. “É nossa estratégia encontrar soluções que permitam o desenvolvimento e contínuo e célere do nosso potencial petrolífero de forma cada vez mais amiga do ambiente”, disse Paulino Jerónimo.

Acrescentando, disse que a ANPG tem estado a promover acções junto dos parcerios, acções que permitam identificar oportunidades para a implementação de medidas que contribuam para a redução da emissão dos gases de efeito de estufa na atmosfera.

O encontro conta com a presença dos mais importantes empresários noruegueses do sector  visnado trocar experiências entre as entidades nacionais e estrangeiras que operam em Angola, no âmbito da problemática do aquecimento global, da política global de descarbonização, da regulamentação necessária e da tecnologia a utilizar para o efeito.

A descarbonização é o processo de redução de emissões de carbono na atmosfera, especialmente de dióxido de carbono (CO2). O seu objetivo é alcançar uma economia global com emissões reduzidas para conseguir a neutralidade climática através da transicção energética.