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Camizungo, uma aldeia auto-sustentável
que combate a pobreza

Tornar as cidades e comunidades mais inclusivas, seguras, resilientes
e sustentáveis, são alguns compromissos assumidos pelo Governo angolano no âmbito da Agenda 2030 das Nações Unidas.

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Cláudio Gomes
Fotografia
:
Carlos Aguiar
Cláudio Gomes

A aldeia de Camizungo está localizada na comuna de Catete, município de Icolo e Bengo, a cerca de 44 quilómetros do centro da cidade de Luanda. Em 2018, segundo constatação da Economia & Mercado, a ONG Atos começou a implementar na localidade o “Projecto Comunidades Sustentáveis”, com o objectivo de desenvolver acções que visam transformar o meio numa comunidade auto-sustentável.

Desde o lançamento daquela iniciativa, cerca de 300 crianças foram inseridas no subsistema normal de ensino e aprendizagem sem qualquer tipo de custos adicionais referentes à matrícula, material didáctico, merenda escolar e vestuário.

Além de uma escola social com oito salas de aulas, gabinetes, anfiteatros e casas de banho, os moradores da comunidade construíram uma cozinha comunitária, um posto de saúde, um sistema centralizado de abastecimento de água (chafariz), que assegura o fornecimento de água potável acerca de uma centena de famílias, tudo sob orientação de técnicos e voluntários da ONG Atos.


Está em curso a preparação e distribuição de lotes de terras aráveis para a prática da agricultura onde, entre outras culturas, serão produzidas mandioca, beringela, batata-doce, ginguba, hortaliças e tomate.

Estão ainda a ser instalados sistemas económicos e inteligentes de rega (gota-a-gota), além da construção de pequenos aviários para produção e reprodução animal e de ovos, para alimentar as famílias da comunidade, sendo que os excedentes serão comercializados pelas respectivas famílias.

A fase seguinte do “Projecto Comunidades Sustentáveis” vai privilegiar a requalificação da aldeia, através da construção de arruamentos, instalação de casas de construção definitiva (hoje feitas de chapas usadas), quadras desportivas, canalização de água e fornecimento decorrente eléctrica nos respectivos domicílios.

Segundo o director-geral da escola da comunidade, Bonifácio José Chagas, o objectivo é empoderar as famílias através da educação, do fabrico de artesanato, corte e costura, agricultura e comércio, bem como da promoção e partilha de “valores para a vida”, matriz criada pela ONG como forma de fazer dos elementos da comunidade verdadeiros “agentes transformadores do meio”.

À semelhança das crianças, dezenas de mulheres, que antes dependiam apenas da agricultura rudimentar e que não sabiam ler nem escrever, integram uma turma de alfabetização gratuita.

Leia mais na edição de Dezembro de 2019

Economia & Mercado – Quem lê, sabe mais!

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