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CMC e BODIVA têm na forja mercado de acções

CMC e Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) pretendem dinamizar outros segmentos de mercado, em especial o accionista, com o objectivo de preparar empresas e a atrair investidores.

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ISTOCKPHOTO

Com as já conhecidas dificuldades no acesso ao financiamento por via do crédito bancário, o mercado financeiro poderá ser uma alternativa viável para as empresas, visto que coloca na economia ferramentas juridicamente seguras, nas quais as empresas podem financiar-se por meio da emissão de acções, de obrigações e por abertura de capital via Oferta Pública Inicial (IPO) ou ainda pela emissão de dívida corporativa. O primeiro exercício nesse sentido foi a emissão bem-sucedida das obrigações corporativas, feita pelo Standard Bank Angola.

A entrada no mercado de acções, seja o mercado de bolsa, seja o mercado de balcão organizado, vai exigir das empresas uma adaptação às normas do mercado financeiro, com destaque para os três anos de exigência mínima de tempo de actividade, dispersão mínima de 5% das acções e capitalização não inferior a 500 milhões de kwanzas, para o mercado de bolsa. Já no mercado de balcão organizado, algumas das exigências são a apresentação de plano de negócios para cinco anos e último relatório e contas auditado (ver tabela com requisitos).  

O Banco Angolano de Investimentos (BAI) está, há cerca de um ano, a preparar-se para entrar no mercado de acções. A venda do BMF é parte do processo. Isso prova que a entrada para esse mercado não é simples de todo. Os vícios e a cultura de pouca transparência são alguns dos desafios internos que as próprias empresas têm de ultrapassar. Associados a estes, ainda há a questão do custo, quer com auditoria externa, quer com a assistência jurídica para a melhor condução do processo, e ainda a obrigatoriedade de negociar no mínimo 5% das acções da empresa.

Entre as vantagens do financiamento por via do mercado financeiro, está a possibilidade de a empresa decidir em quanto se financia e em quanto tempo reembolsa. Embora existam também desafios, dentre os quais a existência de contas auditadas e publicadas, uma realidade ainda distante do que é a vida das empresas nacionais. Esse é um movimento irreversível, como referiu a presidente da Comissão de Administração da Comissão de Mercado de Capitais, durante a primeira edição do workshop sobre as empresas no Mercado de Valores Mobiliários.

Para a gestora, o programa de privatizações em curso no país sinaliza o início de um segmento importante no mercado de capitais angolano, o mercado de acções, pelo que é importante que as empresas olhem para a entrada neste mercado como uma plataforma eficiente na obtenção de financiamento, embora exija elevados níveis de compliance e transparência. Mas garante uma melhor imagem, elevados níveis de reputação, experiência e rigor na gestão, “contribuindo claramente para o crescimento das empresas e de todos os intervenientes do processo”, referiu.

Leia o artigo completo na edição de Novembro, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

CMC and BODIVA have a stock market in the making

The Capital Market Commission (CMC) and the Angola Debt and Stock Exchange (BODIVA) intend to boost other market segments, especially the stock market. The objective is to prepare companies and attract investors, especially non-resident ones, with greater financial and technical capacity.

In view of the already known difficulties in accessing financing through bank loans, the financial market can be a viable alternative for companies, since it puts legally secure tools in the economy with which companies can finance themselves by issuing shares and bonds, going public via Initial Public Offerings (IPOs) or even by issuing corporate debt. The first step in this direction was the successful corporate bond issue by Standard Bank Angola.

The entry into the stock market, either the Stock Exchange market or the Over-the-Counter (OTC) market, will require companies to adapt to the norms of the financial market, with emphasis on the three-year minimum time of activity, minimum dispersion of 5% of the shares and capitalization of not less than 500 million Kwanzas for the Stock Exchange market. On the OTC market, some of the requirements are the presentation of a 5-year business plan and the last audited report and accounts (see table of requirements).  

BAI has been preparing for about a year to enter the stock market. The sale of BMF is part of the process. This shows that entering this market is not at all simple. The vices and the culture of poor transparency are some of the internal challenges that the companies will have to overcome. Associated with these are the costs of external auditing and legal assistance, and the requirement to trade at least 5% of the company’s shares.

Among the advantages of financing through the financial market is the possibility for a company to decide on its financial needs and how soon it can repay, although there are also challenges, among which the existence of audited and published accounts, a reality that is still distant from the life of many national companies. This is, however, an irreversible movement, stated the Chairman of the Board of the CMC during the first edition of the workshop on companies in the stock market. For the official, the ongoing privatization program signals the start of an important segment in the Angolan capital market, the stock market, so it matters that companies look at entering this market as an efficient platform to obtain funding, although it requires high levels of compliance and transparency. But it guarantees a better image, higher levels of reputation, experience and rigorous management, “which can clearly contribute to the growth of companies and all those involved in the process”, she said.

Leia a reportagem na íntegra na edição de novembro, agora disponível no app da E&M para Android e no login ( appeconomiaemercado.com).

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