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Coreia do Sul e Estados Unidos, exercícios conjunto irritam Pyongyang

Cláudio Gomes
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Foto:
DR

A Coreia do Norte fez disparos de artilharia em direcção da “zona tampão”, além de levantar 180 caças no espaço como resposta "inequívoca" aos exercícios conjuntos entre Seul e Washington.

Em resposta a presença dos 180 caças norte-coreanos no espaço, o Exército da Coreia do Sul mobilizou uma frota de caças furtivos, elevando a iminência de um "velho" e "pesado" conflito militar entre as duas Coreias que há décadas estão de "costas viradas".

Depois de a Coreia do Sul e Estados Unidos terem anunciado prolongar, por mais um dia (até sábado), a chamada "Tempestade Vigilante", um exercício aéreo conjunto que envolve centenas de aviões de guerra dos dois países aliados, foram detetados cerca de 80 disparos de artilharia do Norte em direção a uma "zona tampão" marítima da área de Kumkang, na província de Kangwon, na costa leste do país, disparados durante a madrugada de hoje, sexta-feira, 4, segundo o portal SIC Notícias, que cita o Estado-Maior Conjunto em Seul.

De a cordo com o portal português, foram cerca de 80 tiros de artilharia em direção a referida "zona tampão" marítima, o que para o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, significa "uma clara violação" do acordo inter-coreano rubricado em 2018, que estabeleceu as "zonas tampão" para reduzir as tensões entre ambos lados.

“Os nossos militares detetaram cerca de 180 caças norte-coreanos” no espaço aéreo de Pyongyang, disse o Alto-comandante sul-coreano, acrescentando que os disparos “mobilizaram 80 caças, incluindo F-35As”, acrescentando que os aviões que participam nos exercícios militares com os Estados Unidos também estão “prontos para descolar”.

Informou, igualmente, que a Coreia do Norte lançou mais de 20 mísseis nos últimos dois dias, tentando responder aos exercícios militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, iniciados na segunda-feira.

Já os testes balísticos efetuados na última quarta-feira, lê-se, incluíram pelo menos 23 mísseis, bem com cerca de 100 projéteis de artilharia que foram disparados numa zona de amortecimento marítima oriental.

Japão em alerta

As movimentações militares conjuntos envolvendo a Coreia do Sul e os Estados Unidos de América, que motivaram resposta "clara" da Coreia do Norte, obrigou o país vizinho a anunciar que irá melhorar o sistema 'J-Alert', de alerta à população sobre emergências como mísseis ou sismos.

O anúncio feito pelo Japão foi agudizado com os sucessivos lançamentos de mísseis norte-coreano, levando, inclusive, a activação do sistema de alertas na passada quinta-feira, em várias regiões do país, apesar nenhum projétil ter sobrevoado o espaço áereo do arquipélago.

Segundo o portal SIC Notícias, o 'J-Alert' tinha sido criticado, uma vez que em 4 de Outubro, ter dado, devido a um erro, o alerta em nove cidades e vilas da região metropolitana de Tóquio, em resposta a um lançamento de um míssil balístico norte-coreano que sobrevoou o norte do Japão.

Além deste erro, o alerta foi enviado à população do norte do Japão de forma tardia, apenas no momento em que o míssil norte-coreano sobrevoava a região e não com dez minutos de antecedência, para permitir aos residentes procurar um abrigo.

O Japão chegou a emitir esta quinta-feira alertas à população de algumas regiões do norte, como Miyagi, Yamagata e Niigata, para que procurassem abrigo ou permanecessem em casa, mas nenhum dos mísseis terá sobrevoado o arquipélago.