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Corrida atrás do prejuízo

Depois de mais de 60 dias de Estado de Emergência, os restaurantes voltaram a abrir, timidamente, enquanto os produtores de eventos, agentes culturais e artistas, correm atrás de prejuízos.

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A primeira semana de reabertura dos serviços essenciais foi de muitos sobressaltos para os restaurantes, neste período de Situação de Calamidade Pública, e alguns espaços permaneceram fechados, como é o caso dos restaurantes Chitaka e Aurora, localizados na Marginal de Luanda.

Nos espaços abertos, o cenário é silencioso, com os serviços de take-away a substituírem as refeições individuais ou em grupo. A porta-voz do Restaurante e Esplanada Marginal,Mariquinha Ebo, disse que a Covid-19 afectou consideravelmente o negócio, lembrando que, no período anterior ao Estado de Emergência, iniciado em finais de Março, até às 11 horas a casa ficava cheia. “Neste momento a situação é crítica”, referiu.

Já o proprietário do Club S, Rui Silva, partilhou que o recomeço das actividades foi calmo, sendo que “deu para ver que as pessoas estão com vontade de sair, mas com receio desta nova realidade”, daí que a casa está preocupada em garantir as condições de segurança para deixar os clientes confortáveis. “Um outro ponto é que há muita gente que ficou desempregada, não tem dinheiro, quer sair mas não pode. Ainda assim, em resumo, os primeiros dias têm sido razoáveis, embora, na realidade do Club S, só a segunda semana servirá para uma melhor avaliação, pelo facto de o espaço ser mais forte ao jantar do que ao almoço”, revelou o empresário, uma semana antes da autorização para o funcionamento dos restaurantes até às 22h30, diariamente.

Entretanto, no horário de almoço, os primeiros dias após a reabertura dos restaurantes não foram maus e, segundo fontes da Economia & Mercado (E&M), a situação tem melhorado, apesar da situação epidemiológica do país apresentar-se pouco animadora, com os números de casos a aumentar significativamente.

O director de Food&Beveragedo restaurante Bico do Sapato, Amadeu Ferreira, revelou que depois de decretado o Estado de Emergência no país, a casa fechou apenas por 72 horas, e criou o sistema de take-away e entregas ao domicílio, das 11h00 às 19h30. Durante esse período, a empresa fidelizou novos clientes, pessoas que não conheciam o Bico do Sapato, apesar dos anos que tem no mercado, acrescentou o responsável.

Com a vigência da Situação de Calamidade Pública, disse, pensou-se na redução de lugares no restaurante, por conta do afastamento entre os clientes que deve existir nos espaços.

Ainda com prejuízos por calcular, o empresário Rui Silva afirmou à E&M que a manutenção do negócio no Estado de Emergência se tinha tornado insustentável, uma vez que, apesar da ausência de receitas, tinham de cumprir obrigações para com os funcionários e o fisco. “A manutenção desta situação pode levar à ruptura da tesouraria da empresa, pondo em causa a sua sustentabilidade. Ou, por outro lado, caso a empresa não tenha mais capital, não efectuará o pagamento ao pessoal e aí os colaboradores vão começar a passar dificuldades”.

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