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Economia do lixo

A cidade de Luanda está, desde finais de Dezembro do ano passado, soterrada por amontoados de lixo, uma situação que se torna mais grave à medida que nos afastamos do casco urbano.

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Sebastião Vemba
Fotografia
:
Carlos Aguiar
Sebastião Vemba

Pode-se dizer, literalmente, que a cidade está “lixada”, ou sempre esteve, porque, afinal, o défice de saneamento básico na província é antigo, de tal modo que, em alguns grupos sociais, parece cultural a falta de preocupação e de tratamento adequado dos resíduos sólidos. A convivência das pessoas com o lixo parece tão harmoniosa que não precisamos de muito para perceber a razão da precariedade da saúde pública, à parte da debilidade de infra-estruturas e carência de técnicos no sector da Saúde.

Por um lado, sente-se que falta da parte dos citadinos mais colaboração, por outro, há ausência de acções de sensibilização e educação dos utentes, integradas, obviamente, em programas de gestão de resíduos sólidos economicamente viáveis, porque, afinal, lixo também é dinheiro. E é tão rentável ao ponto de, para o caso de Luanda, as operadoras de saneamento básico, ao longo dos últimos anos, terem feito contratos indexados ao dólar norte-americano, num valor mensal avaliado em oito mil milhões de dólares. Mas, antes mesmo de pensarmos no negócio milionário das operadoras – que merecerá um artigo à parte neste espaço –, destaquemos as pequenas iniciativas de reciclagem que atraem famílias pobres e marginalizadas (incluindo menores de idade), que convivem com o lixo, mesmo em situação de crise sanitária, sem a mínima protecção contra doenças.

Leia o artigo completo na edição de Fevereiro, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

Waste management

The city of Luanda is buried by piles of waste since the end of December last year. This situation gets worse as one moves away from the center of the city.

It can literally be said that the city is “intoxicated”, or it has always been, because the province’s deficit in terms of basic sanitation services is so old that the lack of concern and mishandling of solid waste seem to be cultural among some social groups. People’s coexistence with waste seems to be so harmonious that we do not need so much to understand why the public health is precarious, in addition to the poor infrastructures and lack of professionals in the health sector.

On the one hand, more collaboration is needed from citizens. On the other hand, there are not public (users) awareness and educational campaigns, integrated into programs of solid waste management deemed economically feasible - waste is also money, at the end of the day. And it is so profitable that, in Luanda alone, companies operating basic sanitation services, over the last years, entered into US dollar indexed contracts, with a monthly value of 8 billion dollars. But before we think about these companies’ milliondollar business - which will be discussed in a separate article – it is worth highlighting here the small waste recycling initiatives that attract poor and marginalized families (including minors) who cohabit with waste, even in a situation of health crisis, without any protection against diseases.

Read the full article in the February issue, now available on the E&M app for Android and at login (appeconomiaemercado.com).

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