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Empréstimos chineses para África caem um terço em 2019

Pela primeira vez, nos últimos 10 anos, os empréstimos chineses para África caíram para menos de 9 mil milhões de dólares, quase um terço em 2019.

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Os dados, que sinalizam a cautela das autoridades chinesa em relação as economias africanas, foram citado hoje, terça-feira, 31 de Março, pela agência de informação financeira Bloomberg, fazendo referência ao estudo China-África Research Initiative, elaborado pela universidade norte-americana Johns Hopkins.

Os empréstimos chineses para os países africanos terão caído, também, no ano passado, devido ao aumento do perigo de incumprimento financeiro por parte dos parceiros africanos.

"Em vez de continuarem a despejar financiamento para países com problemas de dívida, os credores chinesas afastaram-se desses países, embora de forma tardia nalguns casos, como a Zâmbia", escreveram Kevin Acker e Deborah Brautigam, os autores do estudo.

Os dados apresentados no estudo mostram que o valor dos empréstimos chineses aos países africanos, como Angola ou Etiópia, dois dos maiores recipientes, caiu para menos de 9 mil milhões de dólares, cerca de 7,6 mil milhões de euros, o que aconteceu pela primeira vez desde 2009.

A queda no financiamento indica que a China tornou-se mais cautelosa sobre os empréstimos a esta região mesmo antes de a pandemia de covid-19 ter desequilibrado estas economias, que receberam mais de 153 mil milhões de dólares, ou 130 mil milhões de euros, em empréstimos desde o princípio do século, principalmente depois do aumento dos preços das matérias primas, em 2010.

O número de credores chineses em África aumentou de três nos primeiros anos do século para mais de 30 em 2019, com os empréstimos comerciais a um ritmo muito maior que o crédito oficial nos últimos anos, apontou o estudo, dando conta de uma primazia nas maiores economias africanas, como Egipto ou África do Sul, e de um afastamento dos países mais arriscados.

Ainda assim, "o financiamento chinês vai continuar a ser uma importante fonte para o financiamento de infraestruturas nos países africanos", concluíram os investigadores.

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