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Especialista considera variante sul-africana “mais complicada”

A directora executiva da Agência Europeia do Medicamento disse que há ainda dúvidas por esclarecer quanto à eficácia das vacinas sobre algumas das novas variantes do coronavírus.

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Cláudio Gomes
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Cláudio Gomes

De acordo com Emer Cooker, citada esta semana pelo Jornal de Angola, os testes laboratoriais apontam, em relação à variante britânica, para uma possível eficácia. Mas, salientou, em relação a outras variantes, a realização de testes "é mais complicada”.

"Até agora, têm sido testes invitro. E a indicação inicial é de que estas vacinas vão continuar a ser eficazes, pelo menos da variante do Reino Unido”, afirmou.

Por outro lado, admitiu, que "a variante sul-africana é mais complicada. Precisamos de trabalho adicional para determinar a eficácia destas vacinas nas populações”.

Em declarações prestadas recentemente no Parlamento Europeu, segundo o Jornal de Angola, a especialista disse que está em diálogo com 15 laboratórios para novas vacinas, incluindo até com o fabricante russo da Sputnik 5.

"Estamos em conversações com a empresa responsável por essa vacina”, adiantou Emer Cooker, acrescentando que os responsáveis da primeira empresa a anunciar a descoberta de uma substância capaz de imunizar contra a Covid-19 "levantaram uma série de questões em termos de aconselhamento científico”. No seu entender, “isso determinará como a avaliação poderá avançar no futuro”.

Esclareceu, no entanto, que "não houve qualquer pedido de avaliação, nem de autorização comercial”, no que respeita à empresa russa.

Contudo, a directora executiva da agência responsável pela avaliação de medicamentos na União Europeia disse que neste momento, a União Europeia dispõe de duas vacinas com autorização comercial e tem outras duas em fase de testes "avançados”.

Com efeito, referiu a especialista europeia, não há data para a conclusão da verificação da vacina da Johnson & Johnson. Mas a expectativa é que, até ao final da semana, haja luz verde para a vacina da AstraZeneca.

"Recebemos o pedido de autorização comercial de emergência para a vacina da AstraZeneca a 11 de Janeiro. O nosso comité de especialistas vai reunir-se esta semana. A avaliação está a ser finalizada. Tenho a esperança de que esteja concluído até ao fim desta semana”, admitiu.

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