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Especialistas garantem que grande parte das instituições financeiras estão ciberseguros

Redacção_E&M
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Foto:
Isidoro Suka

Alberto Afonso aponta que as empresas do sector financeiro são as que mais se preocupam com o factor cibersegurança, devido as normas do BNA que as obriga a investirem em segurança da informação.

Os especialistas Filipe Quiteque, docente universitário e consultor de cibersegurança da CyberSecur, e Alberto Afonso, director de Segurança de Informação da CyberSecur, defendem que a maior parte das instituições financeiras em Angola estão ciberneticamente seguros.

“Fazendo uma análise do sistema financeiro angolano, tendo em conta aquilo que é a prestação de serviço que a CiberSecur faz a nível dos seus clientes, sim, o sector financeiro em Angola está seguro”, defendeu Filipe Quiteque.

Na avaliação feita para a E&M, referiu que o sector financeiro no quesito da cibersegurança tem estado a dar os primeiros passos, sendo que é notável o nível de crescimento e a CyberSecur, enquanto parceiro, muito tem feito  para que os números de ataques não cresçam e não tenham um impacto tão significativo naquilo que é a vida dos usuários desses sistemas.

“A nível de staturps ligadas às fintechs temos feito consultoria à várias startups, e juntos temos encontrado soluções dentro das suas necessidades”, rematou o docente, acrescentando que grande parte das instituições financeiras estão ciberseguros.

Já para Alberto Afonso, as empresas do sector financeiro são as que mais se preocupam com o factor cibersegurança. No entanto, tem muito a ver com as normativas do Banco Nacional de Angola (BNA) que obriga as empresas do sector financeiro a apostarem ou a investirem em segurança da informação.

O director de segurança de informação da CyberSecur defende ainda que os sistemas financeiros precisam acompanhar a dinâmica da tecnologia, “quanto mais fácil tende a ser a tecnologia, mais insegura ela se torna”.

Questionado sobre a aplicação muticaixa express, o especialista disse que o aplicativo tem vindo a melhorar, e que a nova versão disponível trouxe melhorias e seguranças, uma vez que a segurança é um processo e as aplicações precisam ser melhoradas à medida que elas vão aumentando as novas funcionalidades.

Alberto Afonso também disse que em termos de educação tecnológica os angolanos não estão preparados para este tipo de aplicativo, no entanto, as mudanças estão a acontecer agora e é um processo. “A educação tecnológica precisa acompanhar a dinâmica da tecnologia da informação”, finalizou.