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Falta de investimento e amadurecimento dos campos petrolíferos reduz produção em 40%

Joaquina Dungue
19/1/2023
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Foto:
DR

A Associação de Empresas de Comércio e Distribuição Moderna de Angola (ECODIMA) entende que Angola tem vindo a declinar a quantidade de petróleo por conta do amadurecimento dos campos petrolíferos.

Em Novembro de 2022, a Consultora Fitch Solutions considerou que a produção de petróleo em Angola vai cair 20% até 2031 devido à maturação dos poços petrolíferos e a falta de investimento crônico em novas descobertas.

Para a ECODIMA, conforme expresso no seu Relatório de Análise ao OGE/23, o não investimento em novos projetos e descobertas de novas reservas e novos pólos de desenvolvimento nos últimos anos, também estão na base da redução da produção petrolífera.

No referido OGE, o Executivo estipulou um preço médio para as exportações de petróleo na ordem dos 75 dólares por barril, tendo projectado uma produção média de 1180 mil/BOEPD, e para o Gás o OGE 2023 assume um preço medio de 39 USD/barril e uma produção media de 137 mil / BOEPD.

De acordo com a associação, no relatório, Angola não controla o preço internacional do petróleo e do Gás.

“Importa salientar que Angola tem vindo a declinar a quantidade de produção de petróleo nos últimos cinco anos, passando de uma produção de quase 1800 mil /BOEPD, em 2014 para os actuais 1100 mil /BOEPD, uma redução de cerca da 40% da sua produção em 8 anos”, lê-se.

Segundo a ECODIMA, a variável preço como a variável quantidade produzidas apresentam-se como verdadeiros desafios para o exercício económico de 2023.

De recordar que em Novembro de 2022, a Consultora Fitch Solutions considerou que a produção de petróleo em Angola vai cair 20% até 2031 devido à maturação dos poços petrolíferos e a falta de investimento crônico em novas descobertas.