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Governo proíbe subida de propinas no ensino superior

O Governo proibiu a subida do valor das propinas nas instituições de ensino superior, indica uma nota do Ministério das Finanças, publicada no início desta semana.

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Redacção_E&M
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De acordo com comunicado daquele departamento ministerial, a medida vai vigorar provisoriamente até a aprovação, promulgação e entrada em vigor do diploma legal com o Regulamento das Propinas do Ensino Superior, que ainda está em discussão.

Publicada no domingo, 9 de Fevereiro, a decisão provisória visa assegurar o funcionamento normal das Instituições deEnsino Superior Privadas, que têm vindo, nos últimos dias, a reivindicar aumento de propinas.

Segundo a Angop, a medida do Governo surge numa altura em que alguns estabelecimentos de ensino privado aumentaram as mensalidades, neste ano lectivo, de forma unilateral.

O Ministério das Finanças adiantou, através do comunicado, que está a trabalhar com o Ministério do Ensino Superior, tendo já alcançado consenso técnico que acomoda o estipulado na Lei de Bases da Educação e Ensino e no Decreto Presidencial n.º 206/11, de 29 de Outubro, que aprova as Bases Gerais para a Organização do Sistema Nacional de Preços.

Indica que, igualmente, que no quadro do Regulamento das Propinas do Ensino Superior, serão colhidos contributos de outros parceiros sociais, como universidades públicas, a Associação das Instituições do Ensino Superior Privado de Angola (AIESPA) e Associações de Estudantes do Ensino Superior, obedecendo ao espírito de uma economia de mercado.

O estudo "tem como pressupostos a Lei da Concorrência, a Lei de Bases da Educação e Ensino e o Decreto Presidencial n.º206/11, que aprova as Bases Gerais para a Organização do Sistema Nacional de Preços".

Em consequência do aumento ilegal do valor das propinas, o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC) remeteu em Janeiro último, à Procuradoria-Geral da República (PGR), uma queixa-crime contra as  Universidades Jean Piaget e UPRA, e os colégios Pitabel, Pequenos Reis e Pucunina, por  especulação e desobediência.

De acordo com o director-geral adjunto do Inadec, Wassamba Neto, tal acção (aumento unilateral das propinas e dos emolumentos) violar os  interesses dos consumidores.

De igual modo, disse, o Inadec submeteu uma queixa-crime contra a Associação Nacional do Ensino Privado (ANEP), por provocação pública, isto é incentivo à subida dos preços dos serviços em estabelecimentos de ensino.

Além daqueles processos, Wassamba Neto disse que estão a trabalhar em mais dois processos contra os colégios Aurora eVermes.

Na passada quinta-feira (6), o presidente da Associação Nacional do Ensino Particular, António Pacavira, advertiu que os colégios que aumentaram o valor das propinas no presente ano lectivo terão de proceder a reajustes nas prestações seguintes, caso não haja o aval do Ministério das Finanças.

A proposta de aumento das propinas dos 2000 mil colégios associados ainda está a ser analisada por aquele departamento ministerial.

O Ministério das Finanças prevê emitir, nos próximos dias, um despacho com uma directiva provisória sobre o assunto, enquanto Autoridade Nacional de Preços, ouvido o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, nos termos da Lei.  

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