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Importações e exportações em queda vertiginosa

Angola importou, entre Janeiro e Setembro de 2020, bens alimentares no valor de 1.635 milhões de dólares, o que representa uma redução de 37,4%, se comparados com os 2.613 milhões gastos em 2019.

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Fotografia
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ISTOCKPHOTO

Em 2020, o país registou uma redução de cerca de 978 milhões de dólares na importação de bens alimentares, face ao período homólogo de 2019. O mesmo ocorreu em relação aos produtos da cesta básica, que consentiram uma queda na ordem dos 100 milhões de dólares, no ano em referência.

Outra redução significativa ocorreu na categoria dos combustíveis, menos 1.295 milhões de dólares, já que em 2020 Angola importou combustíveis no valor de apenas 642 milhões de dólares. No passado, havia importado, também, menos máquinas e equipamentos eléctricos, tendo sido gastos, somente para esse efeito, 1.625 milhões de dólares, contra os mais de 2,7 mil milhões de dólares de 2019.

No geral, o valor gasto com as importações caiu 60% no ano passado, tendo Angola desembolsado, apenas no período em referência, 6.924 milhões de dólares contra os 14.127 milhões de dólares de 2019, menos 7,2 milhões. Esta queda no valor das importações é a mais acentuada, verificada no país desde que a economia nacional entrou em recessão, em 2015. Até à data actual, a pior queda que se havia registado no valor das importações remete para o ano 2016, quando o mesmo se fixou em pouco mais de 13 mil milhões de dólares.

Relativamente aos países de origem das importações angolanas, a China e Portugal permaneceram na liderança durante o ano 2020. Mas, os valores implicados neste processo sofreram, no geral, uma redução em mais de 50%.

Se em 2019, por exemplo, o valor dos produtos importados por Angola a partir do ‘Gigante asiático’ se situava na ordem dos 1,9 mil milhões de dólares, em 2020 caiu 52%, para cerca de 953,4 milhões de dólares.

Leia o artigo completo na edição de Janeiro, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

Imports and exports plummeting

Between January and September 2020, Angola imported food in the value of 1,635 million dollars, which represents a reduction of 37.4%, compared to the 2,613 million spent in 2019.

In 2020, the country experienced a reduction of 978 million dollars in food imports, compared to the corresponding period in 2019. The same happened with the imports of basic food basket, which have declined to an estimated amount of 100 million dollars in the year under consideration. Another significant reduction occurred in the fuel category – 1,295 million dollars less since Angola imported fuel only worth 642 million dollars in 2020.

In the past, our country had also imported less electrical machinery and equipment by spending only 1,625 million dollars, compared to the more than 2.7 billion dollars spent in 2019. Overall, the amount spent on imports fell 60% last year. In the period under consideration, Angola spent 6,924 million dollars against the 14,127 million dollars spent in 2019 (7.2 billion less). This reduction, in the value spent on imports, is the highest one in the country since its economy entered into recession, in 2015.

The worst reduction in the value of the imports occurred back in 2016, with a little over 13 billion dollars. During 2020, China and Portugal remained as the leading countries of origin of the Angolan imports. However, the amount spent in this process have, in general, decreased by more than 50%. If, in 2019, for example, the value of the products imported by Angola from the “Asian Giant” was estimated at 1.9 billion dollars, in 2020 it dropped to 52 %, that is, to nearly 953.4 million dollars.

The same also happened with the imports from Portugal, which have dropped to nearly 45.2 %, from 1,815 million dollars in 2019 to 994.2 million in 2020.

Read the full article in the January issue, now available on the E&M app for Android and at login (appeconomiaemercado.com).

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