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Internet. Angola muito abaixo da média africana

Angola apresenta uma taxa muito abaixo da média africana em termos de acesso a Internet, afirmou, esta semana, em Luanda, o consultor de telecomunicações, Abdul Santos.

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O especialista fez esta afirmação durante a apresentação do tema “Investimentos em Telecomunicações Enquanto Motor da Economia Digital”, que antecedeu três intensos debates que, entre outros intervenientes, contou com a participação de representantes do sector da banca e telecomunicações, com destaque para o PCA do Banco BIC, Fernando Duarte, e do director-geral da ITA, engenheiro Pinto Leite.

No âmbito da Conferência E&M “Transformação Digital na Banca e o Comércio Electrónico em Angola. O Presente e o Futuro”, o também engenheiro de telecomunicações referiu que o país ainda está muito abaixo da África do Sul, das Maurícias, da Namíbia e da Zâmbia, que têm as maiores taxas de tele-densidade no continente.

Para Abdul Santos, o sector das telecomunicações em Angola estagnou há cerca de quatro anos, considerando que “não há evolução tanto da teledensidade como do aumento do usuários da Internet”.

A situação não se alterou, acrescentou o especialista, referindo que estes indicadores pioram à medida em que a população angolana aumenta substancialmente. Por outro lado, referiu que não é fácil saber exactamente qual é o comportamento financeiro das empresas que operam no sector das telecomunicações, porque não há muita informação financeira disponível. Se existem dados, salienta, “são  reservados apenas aos conselhos de administração das respectivas empresas”.  

De acordo com o consultor, os fluxos de investimentos estão a sair do sector das telecomunicações. “As últimas rounds das startup em África, onde foram colectados mais de 800 milhões de dólares, indicam que a maior parte dos investimentos vão para as empresas de tecnologia”, afirmou, reforçando que actualmente os investidores estão mais interessados em aplicar os seus investimentos nas Fintech.

Na sequência do evento que contou com cerca de100 participantes, foram realizados debate divididos em três painéis temáticos, nomeadamente, “Investimentos em Telecomunicações enquanto motor da digitalização: Oportunidades e Desafios”; “A Bancarização e os Meios de Pagamento em Angola: Uma banca mais inclusiva, menos burocrática e mais lucrativa. Em que pé estamos? O que mudou, em um ano, em termos de meios de pagamentos?”. e “Os números e os desafios do Comércio Electrónico em Angola
".

A Conferência E&M contou ainda com o Administrador do Banco Nacional de Angola, Pedro Castro e Silva, que encorajou a organização do evento a levar a debate, sempre que possível, temas diferenciados do sector financeiro e das tecnologias de informação e comunicação, especificamente. Recorde-se que a Revista E&M, de periodicidade mensal, é uma publicação de referência orientada para a informação económica, empresarial e financeira, mas também para a generalidade dos acontecimentos que mais impactam a economia e a sociedade angolana. Está há 20 anos no mercado das publicações angolanas e acompanha a dinâmica de desenvolvimento e crescimento económico, social e político do país, tendo hoje um papel incontornável na análise da realidade nacional e na informação que, mensalmente, disponibiliza aos seus leitores e ao público em geral.

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