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Investigação às dívidas ocultas ainda sem impacto na economia

Apesar dos desenvolvimentos judiciais do caso, os principais indicadores económicos do país continuam a demonstrar estabilidade, facto que as agências de rating e os analistas económicos sublinham.

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A economia moçambicana tem estado imune às revelações da justiça norte-americana sobre as dívidas ocultas, segundo a avaliação do Banco de Moçambique (BM). “O Banco tem estado a fazer a devida monitoria da situação, através dos nossos indicadores, e o que nós notamos é que não há alterações de relevo”, referia Silvina de Abreu, nova directora de comunicação da instituição, no final de Janeiro. Os números garantem tranquilidade relativamente à estabilidade cambial, redução da inflação e das taxas de juro. “Continuaremos atentos”, acrescentou, ressalvando que o banco central “não vai hesitar e tomará as medidas que estiverem ao seu alcance para garantir a manutenção da estabilidade macroeconómica”, tal como já aconteceu em 2016.

A economia pode estar imune, mas as revelações vão causar impacto. Resta saber de que forma. O primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, já admitiu, por diversas vezes, que as revelações “trazem novos elementos para o diálogo com os credores” dos 2,2 mil milhões de dólares das dívidas ocultas, esperando “soluções no interesse dos moçambicanos”. O ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, refere também que as revelações levam a acreditar que os credores “também vão ter de pensar”.

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