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Mercado das artes pintado a preto e branco

A falta de conhecimento do valor cultural das peças de arte e o insuficiente apoio do Estado afecta negativamente o crescimento do mercado de Belas Artes no país, mas os problemas não ficam por aí.

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Cláudio Gomes
Fotografia
:
Carlos Aguiar
Cláudio Gomes

Além da carência de instituições de formação, a ausência de regulação e investimento em infra-estruturas de apoio ajudam a pintar um quadro do sector a preto e branco.

Cerca de 90% dos compradores de obras de arte e visitantes de galerias em Angola são cidadãos estrangeiros, revelou o secretário-geral da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), António Tomás “Etona”, para quem o mercado nacional de Belas Artes não goza de boa saúde, tendo apelado a uma maior intervenção do Estado, através do Ministério da Cultura e parceiros, para uma melhor estruturação do sector.

De acordo com o artista plástico, actualmente, um dos desafios a ultrapassar é o não reconhecimento da importância das Belas Artes na pirâmide social, política e económica do país. Devido à falta de regulação e investimentos em infra-estruturas que se adequem aos desafios do contexto actual, assiste-e à fuga ao fisco de elevadas somas monetárias geradas pelo sector, numa altura em que se defende o alargamento da base tributária nacional e a redução da dependência das receitas petrolíferas.

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