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Mia Couto alerta sobre as implicações da Covid-19

O escritor moçambicano alertou, esta semana, sobre as implicações que podem advir do incumprimento das recomendações impostas pelas autoridades de saúde face à Covid-19.

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Cláudio Gomes
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Cláudio Gomes

"Nós temos de conseguir uma resposta e direcção contrária à Covid-19, ter respeito pelos outros e acatar essas instruções (de prevenção), tão simples”, dadas pelas autoridades de saúde, disse o autor em entrevista à Lusa.

De acordo com o Jornal de Angola, que cita a agência de notícias Lusa, Mia Couto, que venceu o prémio literário francês Albert Bernard 2020, pela edição francesa da trilogia "As Areias do Imperador”, publicada no ano passado, cumpriu o 10ª dia de isolamento domiciliar, desde que foi diagnosticado positivo para o novo coronavírus, apresentando-se com sintomas leves, entre cansaço e dores musculares.

Neste sentido, o renomado escritor moçambicano alertou para as implicações "profundíssimas” da Covid-19 a nível social, económico e humano, além da saúde, considerando que a doença "empurra para uma situação de agonia, solidão e abandono”.

"Quando me comunicaram, o medo que me assaltou foi o de um tipo de morte solitária, foi essa a construção que fiz”, contou Mia Couto. "Nós já temos vacina. Chama-se máscara, chama-se distanciamento. Portanto, temos as vacinas que serão, até daqui a alguns meses, a nossa arma principal”, declarou o autor de um reconhecido acervo literário.

Desde à última semana, sublinha o único diário nacional de notícias, as autoridades de saúde moçambicanas têm alertado para o aumento do número de óbitos e casos de infecção pelo novo coronavírus, referindo que se está a esgotar a capacidade de internamento nas unidades hospitalares.

Moçambique tem um cumulativo de 271 óbitos e 29.396 casos, 68% dos quais recuperados.

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