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Mulher rural cada vez menos incluída nas políticas do Governo

Pedro Fernandes
18/3/2019
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Foto:
ARQUIVO E ISTOCKPHOTO

A mulher angolana tem assumido um papel de destaque na sociedade, onde os discurso sobre a sua emancipação desdobram-se à velocidade da luz. Porém, a vida da mulher rural não parece muito animador.

Pouco mais de 82% das mulheres do meio rural dependem exclusivamente da agricultura familiar, remetidas a um mundo de carências básicas, sem acesso a serviços bancários, de saúde e educação, refere um relatório da Acção para o Desenvolvimento Rural de Angola (ADRA), ao qual a E&M teve acesso.

No seu projecto mais recente, a ADRA “vasculhou” os confins do país e trouxe à superfície uma realidade desoladora do mundo rural em Angola. Designado “Estudo Preliminar Sobre OGE na Perspectiva de Género”, o documento relata ao detalhe a vida dura à qual as mulheres do meio rural tentam diariamente sobreviver, uma realidade alheia à civilização moderna. As dificuldades, segundo a ADRA, passam igualmente pela arduidade no acesso à terra e aos recursos naturais e tecnológicos, materiais para a agricultura, energia eléctrica, água e saneamento básico, emprego e formação técnico profissional, habitação, igualdade de género e vão até ao registo de nascimento e ao bilhete de identidade. Uma lista longa que reflecte o dia-a-dia deste grupo de mulheres que representa 37,1% dos 28 milhões de habitantes do país.

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