3
1
PATROCINADO

Na forja conferência internacional sobre economia informal

Agostinho Rodrigues
27/4/2023
1
2
Foto:
Carlos Aguiar

O País realiza entre Junho ou Julho do ano em curso a conferência internacional sobre economia informal, cujos detalhes organizativos estão a ser aprimorados.

O anúncio foi feito hoje pelo ministro da Economia e Planeamento, Mário Caetano João, no encerramento do “Angola Economic Outlook2023” sob o lema: “Da Recuperação Económica ao Desenvolvimento Sustentável”, realizado pela Economia e Mercado.

“Nós não queremos ser os únicos detentores de alguma informação ou de algum saber sobre este tema”, refere o ministro ressaltando a pertinência do tema.

 

Falando de improviso, no que considerou não ser propriamente um discurso de enceramento, mas um “momento de reflexão final”, Mário Caetano João reconheceu a complexidade da economia informal, tendo partilhado com a plateia a sua experiência sobre o primeiro périplo feito pelo país sobre o assunto.            

“Reconhecemos a complexidade do tema, gostaríamos de fazer uma conferencia internacional, porque gostaríamos também que as organizações internacionais vocacionadas por desenvolvimento olhassem para este tema, que é extremamente importante não só para o alargamento da base tributaria e contributiva”, afirmou. Um tema que considerou de motor importante da “nossa economia e da economia de África”.

Acrescentou que, o Executivo está a desenvolver um programa sustentável sobre a economia informal, pois na sua óptica, é um segmento da economia que emprega muita gente.

“Tivemos algumas lições apreendidas do nosso primeiro périplo pelo país para entender a dimensão e a complexidade deste sector informal da economia e a nossa flexibilidade para encontrar políticas apropriadas para este segmento da economia que tem estado a empregar, de facto, muita gente, diz o ministro numa alusão de que “precisamos dar dignidade e espaço para que possam crescer a sua dimensão e formalizarem-se”.

Mário Caetano João referiu-se, igualmente, ao capital humano que na sua visão é o principal responsável pela produtividade, pelo ambiente de negócio e pela administração local, etc.

Chamou por isso atenção para o facto de não se olhar para o referido tema com base no mercado angolano, mas numa vertente global.  

“Nós temos que revisitar todos os mecanismos que nos levam a expansão e qualidade, não podemos ter crianças fora do sistema escolar, aquelas que estão dentro têm de receber a melhor formação possível, mas não podemos olhar para este tema apenas com visões do mercado angolano”, alertou.

O objectivo, explicou, é aproximar-se cada vez mais aos desafios ao nível internacional do capital humano, bem como trazer competitividade à economia nacional.

“Nós temos que criar capital humano numa vertente de competitividade global”, destacou mostrando-se disponível para continuar a debater o tema com vários sectores da sociedade.  

“Gostaríamos de debater todos os temas em conjunto quer com o sector privado quer com a sociedade civil, a academia, quer com os parceiros internacionais, para que possamos ter uma vertente governativa mais aberta e, principalmente, que possa dar resposta a todos os temas que foram aqui colocados”, disse.