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Notação de rating para Angola muda para “positivo”, mas segue abaixo do recomendável para investimento

Redacção_E&M
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Foto:
DR

A melhoria da avaliação de risco da Dívida Pública beneficiará os cidadãos em caso de contratação de futuros novos empréstimos ao nível internacional, de acordo com o economista Daniel Sapateiro.

Comentando a avaliação da agência de notação financeira (Moody's), que recentemente melhorou a perspectiva de evolução do 'rating' de Angola, de “estável” para “positiva”, Daniel Sapateiro afirmou esta semana que “se a perspectiva da Moody's é estável, esta avaliação pode ser vista como sendo “positiva”.

Segundo o economista, a explicação adicional para a avaliação é o benefício da alta de preços do petróleo que Angola tem vindo a observar desde 2021, embora a Moobdy's manteve a avaliação sobre a qualidade do crédito em B3, abaixo da recomendação de investimento.

À Economia & Mercado, Daniel Sapateiro disse que “na prática”, os credores passam a olhar com mais confiança para Angola e para a possibilidade de vir a emprestar fundos financeiros, aplicando taxas de juros mais baixas, ou maior extensão de tempo de reembolso, bem como, passam a exigir menores garantias conexas. “Assim…, poderemos focar no investimento com mais recursos advindos deste aumento de Receita Pública disponível”, avançou Daniel Sapateiro que alertou para a necessidade de estarmos atentos, já que, estamos expostos ao perigo, por conta da “constante queda das receitas do petróleo por via da queda do seu preço a nível internacional e/ou da produção”, explicou.

A última vez que a Moody's melhorou o 'rating' de Angola foi em SSetembro do ano passado, quando a avaliação da qualidade do crédito soberano passou de Caa1 para B3, o que aconteceu depois de quatro descidas consecutivas, em 2016, 2017 ( de “B1” para “B2”) , 2018 (de “B2” para “B3”) e 2020.

Como melhorar o rating?

A solução para melhorar a avaliação do rating de Angola fixada em B3, passa pela diversificação da economia, associando os três ramos de actividade económica, nomeadamente, sector primário, secundário e terciário via criação de cadeias de valor, segundo o economista o Daniel Sapateiro.

Na essência, sublinhou, é ter o foco na educação e saúde (reformas estruturais); agricultura, pesca, floresta, indústria transformadora alimentar e não alimentar, comércio e turismo. Apontou, ainda, o petróleo e gás na óptica da produção; petróleo e gás na óptica de refinação e produção petroquímica; diamantes (produção e lapidação), ferro, ouro, mercúrio e pedras ornamentais”.

Além de melhorias a serem feitas nas vias de comunicação como “ter três aeroportos internacionais que na sua perspectiva, que funcionariam como “hub” regional na SADC, indicou o  aumento das linhas ferroviárias e infra-estruturas rodoviárias, estradas secundárias e terciárias. Daniel Sapateiro disse também que a redução do número de bancos e seguradoras para o máximo 10 de cada; a revogação da Lei de Terras; a redução das taxas de impostos directos e indirectos e mais fiscalização para maior cobrança fiscal.