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O auto-rastreio como forma de prevenção do cancro

O Instituto Angolano de Controlo do Cancro é considerado um centro de nível terciário, pelo que, em teoria, é antecedido por dois níveis inferiores relacionados com o rasteio médico e avaliação.

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JA Imagens

“Inicialmente, o paciente é observado numa unidade sanitária e, caso existam condições para efectuar o diagnóstico, procede-se ao mesmo para que, por último, o doente seja transferido para o Instituto Angolano de Controlo do Cancro e submetido ao tratamento adequado. Naquelas unidades sanitárias onde não exista capacidade técnica para a elaboração do diagnóstico, o mesmo deve ser feito clinicamente e o paciente encaminhado igualmente para o instituto”, disse.

O cancro da mama, por exemplo, é um problema de saúde pública com uma elevada incidência e mortalidade, sobretudo na mulher (apenas um em cada 100 destes cancros se desenvolvem no homem, segundo a Organização Mundial da Saúde). Actualmente, em Angola, com uma população feminina que ronda os 14 milhões, segundo o Instituto Angolano de Controlo do Cancro surgem diariamente seis novos casos, morrendo, por dia, uma mulher vitimada por esta doença.
 Para acautelar este estado calamitoso, o exame clínico e a mamografia surgem como meios ideais para um diagnóstico precoce. Com o Rastreio do Cancro da Mama, segundo António Armando, pretende-se chegar a um diagnóstico precoce, descobrindo tumores muito pequenos, muitas vezes não palpáveis e só detectáveis através de mamografias ou ecografias ou em fase evolutiva não invasiva, permitindo assim tratamentos menos mutilantes, como as cirurgias conservadoras, e menos traumatizantes.

Para reforçar a diferença que o diagnóstico precoce pode representar, o entrevistado exemplifica “Para melhor avaliação da importância do rastreio bastará comparar a situação em que um tumor é detectado com menos de dois centímetros de diametro, numa fase inicial, e em que o paciente terá uma probabilidade de 85% de sobre vida aos 10 anos, com um caso em que o tumor já está disseminado, com lesões noutros órgãos, em que a sobrevida aos 10 anos é inferior a15%.”

Leia mais na edição de Novembro de 2018.

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