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O custo dos alimentos vai subir e Angola deve apostar na produção interna

Sebastião Vemba
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Foto:
Carlos Aguiar

Governo e empresários concordam que importar alimentos é muito mais caro do que produzi-los.

Angola carece de uma política efectiva de incentivo à agricultura através de subvenções de insumos e facilitação de créditos bonificados, defendeu o agróno­mo José Bettencourt numa apresentação a empresários do sector agro-industrial, por ocasião das celebrações do Dia do Criador e do Campo, que teve lugar em Junho, na Fazenda de Santo António, mu­nicípio da Quibala, Kwanza Sul.

O surgimento de um sector empresarial forte no agro-negó­cio em Angola, além da criação de uma rede comercial funcional e do reforço da investigação e experimentação agrí­colas são factores determinantes para o desenvolvimento da agricultura no país

No retrato que fez do sector, o especia­lista apontou ainda a fraca capacida­de de armazenagem de produtos pelos agricultores, na sua maioria familiares, que respondem por mais de 90% da pro­dução nacional, o que os leva, frequente­mente, a vender as suas colheitas abaixo do preço de produção. “É por isso que eles (os camponeses) se desmotivam e vão produzir carvão, por exemplo, para ao fim de dois ou três dias conseguirem ga­nhar alguma coisa”, justificou, tendo re­forçado que Angola precisa de “pensar seriamente numa política de subvenção para aumentar rapidamente os índices de produção”.

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