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O que está por detrás da rápida recuperação da China

José Zangui
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Foto:
ISTOCKPHOTO

Apesar do impacto da pandemia, a economia chinesa cresceu 4,9% no terceiro trimestre deste ano. Na avaliação do FMI, a economia do gigante asiático poderá ser a única a expandir-se em 2020.

Enquanto o resto do mundo tenta amortecer os impactos económicos causados pela Covid-19, a economia chinesa dá passos firmes numa recuperação sólida. O país não passou imune à Covid-19. Aliás, foi o primeiro a ser atingido pela pandemia, tendo sofrido, no primeiro trimestre deste ano, uma retracção de 6,8%. Mas o que chama a atenção é a sua recuperação, mais rápida que nos demais países.

De acordo com a agência de estatísticas daquele país, os principais impulsionadores do crescimento foram a produção de equipamentos. Dos 41 principais sectores industriais, 16 deles tiveram lucro maior de Janeiro a Agosto de 2020. No meio de uma pandemia que arrasa o mundo, a China sobressai e é a primeira grande economia a sair da recessão registada no primeiro trimestre do ano. Acresça-se que o crescimento registado entre Abril e Junho contrasta com as previsões de uma quebra de 13,5% na Zona Euro e de um colapso entre 30% a 40% nos Estados Unidos. Segundo expectativas de várias organizações mundiais, como a Moody’s, o país onde “nasceu a Covid-19” será a única maior grande economia a crescer em 2020, sendo que no terceiro trimestre o PIB cresceu 4,9%.

Na China, a economia está mais forte do que nunca. O governo chinês admitiu, em Outubro, o registo desse crescimento de 4,9% entre Julho e Setembro, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Embora seja inferior aos 5,2% esperados pelos analistas, esse número coloca a segunda maior economia do mundo na “vanguarda” da recuperação mundial em termos do Produto Interno Bruto (PIB). No início de 2020, quando começou a pandemia, o encerramento de unidades industriais naquele país foi um grande golpe para o gigante asiático que, pela primeira vez, teve números trimestrais negativos desde 1992. Mas o país liderado pelo partido comunista chinês deu uma “reviravolta” em pouco tempo. O consumo interno ganhou força no terceiro trimestre do ano, à medida que a população ia abandonando os temores que a pandemia gerou. Os principais números do crescimento económico divulgados sugerem que a recuperação da China está num ritmo acelerado, embora os especialistas muitas vezes questionem a precisão dos dados.

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What’s behind China’s fast recovery

Despite the impact of the pandemic, the Chinese economy grew 4.9% in the third quarter of this year. In the IMF’s assessment, the Asian giant’s economy may be the only one to grow in 2020.

As the rest of the world tries to cushion the economic impacts of Covid-19, the Chinese economy takes firm steps into a solid recovery. China was not immune to Covid-19. In fact, it was the first country to be hit by the pandemic, having suffered a 6.8% retraction in the first quarter of this year. But what draws attention is its recovery, faster than in other countries.

According to the National Bureau of Statistics of China, the main driver of growth was equipment production. Of the 41 main industrial sectors, 16 of them had higher profit from January to August 2020. In the middle of a pandemic that has affected the world, China stands out and is the first major economy to emerge from the recession recorded in the first quarter of the year. Moreover, the growth recorded between April and June contrasts with forecasts of a drop of 13.5% in the Euro Zone and a collapse of between 30% and 40% in the United States. According to several rating agencies around the world, such as Moody’s, the country where “Covid-19 was born” will be the only major economy to grow in 2020, with the GDP rising by 4.9% in the third quarter. In China, the economy is stronger than ever.

The Chinese government admitted in October 4.9% growth between July and September, compared to the same period of the previous year. Although lower than the 5.2% expected by analysts, this figure puts the world’s second largest economy at the “forefront” of global recovery in terms of GDP. In early 2020, when the pandemic began, the closure of domestic industrial units was a major blow to the Asian giant, experiencing negative quarterly figures for the first time since 1992. But the country led by the Chinese Communist Party “turned around” in a short time. Domestic consumption gained momentum in the third quarter of the year as the population abandoned the fears generated by the pandemic. The main economic growth figures released suggest that China’s recovery is at an accelerated pace, though experts often question the accuracy of the data.

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