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Os riscos do agravamento da dívida pública angolana

As finanças públicas angolanas têm passado por um período conturbado de stress, devido a factores económicos, sociais e políticos, com destaque para a crise económica, financeira. 

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Fotografia
:
Carlos Aguiar

A combinação destes factores tem afectado de forma preocupante a sustentabilidade das finanças públicas, o que se tem traduzido no agravamento do endividamento público para níveis que comprometem o desenvolvimento económico do país.

A dívida pública poderá aumentar ainda mais em 2018. O Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2018 previa, inicialmente, um défice fiscal global de 2,9% do PIB, resultante das receitas fiscais projectadas cobrirem somente 69% das despesas fiscais esperadas. Na base destas previsões estava a perspectiva de crescimento económico na ordem dos 4,9%, muito devido às expectativas iniciais de recuperação do desempenho do sector petrolífero. No entanto, as autoridades angolanas decidiram rever as projecções económicas para um patamar mais conservador, tendo reduzido, expressivamente, a previsão de crescimento da economia em 2,5 pontos percentuais, a situar-se em 2,4%. A principal razão desta revisão advém do ajustamento da performance esperada do sector petrolífero a um ritmo inferior.

Leia mais na edição de Maio de 2018.

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