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Pandemia induz a comportamentos antiéticos diz relatório da EY

O relatório da EY mostra que a pandemia provocada pela Covid-19 pode levar colaboradores a comportamentos antiéticos.

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O relatório que resulta de um estudo feito em março deste ano, revela que 90%dos participantes considera que os efeitos da COVID-19 poderão aumentar os riscos de comportamentos antiéticos na sua organização.

Apesar de a grande maioria dos inqueridos considerar que deve agir com integridade na vida interna da sua organização e na relação com terceiros, 42% dos colaboradores juniores entende que na sua empresa não é possível relatar irregularidades sem receio de represálias. Em contrapartida, no universo de inqueridos, 75% dos membros dos Conselhos de Administração entendem que as denúncias de condutas antiéticas não comportam qualquer consequência negativa.

O relatório chama atenção para que as empresas levem a cabo quatro acções-chave: avaliação da conduta pessoal através de mecanismos de compliance; implementação de canais de whistleblowing (utilizados para reportar irregularidades de forma anónima); Gestão e due diligence do risco e da integridade de terceiros e, finalmente; acautelar a integridade de dados.

Outro dado importante do relatório, é o facto de 52% dos inquiridos considerar que as organizações as quais trabalham não dão formação sobre privacidade de dados e regulamentação aplicável (Lei 22/11 de 17 Junho - Protecção de Dados Pessoais afecta à Agência de Protecção de Dados, Lei Orgânicapor Decreto Presidencial 214/16 de 10 Outubro) aos colaboradores.

Recordar que o relatório de integridade da Ernst & Young Global Limited, surge na sequência do Global Fraud Survey, que analisa a integridade corporativa no mercado angolano através das respostas anónimas de 51 participantes, com diferentes posições hierárquicas nas suas organizações.

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