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Para além do petróleo e dos diamantes

Pedro Fernandes
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Foto:
DR

Embora o petróleo se apresente como o rosto das exportações do país, outros produtos, do qual fazem parte a madeira, o granito, o peixe, o vidro, as hortícolas, chamam a atenção dos distribuidores.

As exportações angolanas, à excepção das do petróleo e dos diamantes, representam um rendimento anual que ronda os 200 milhões USD, porém representam apenas cerca de 0,3% do global das exportações do país, segundo a APIEX, Agência para a Promoção do Investimento e Exportações de Angola.

Esse valor anual é suportado pela exportação de madeira, granito, peixe, embalagens de vidro, hortícolas, ferro e bebidas, segundo a Comunidade de Empresas Exportadoras e Internacionalizadas de Angola (CEEIA). Além dos financiamentos directos, as exportações continuam a ser uma das contribuições mais significativas para o processo de arrecadação de divisas, principal meio de troca de bens e serviços para um país cujos níveis de produção interna são deficitários.

Segundo a Associação Industrial de Angola (AIA), a produção nacional encontra-se numa situação confortável apenas nas bebidas, nos materiais básicos e intermédios de construção civil, assim como no pescado, detergentes, papel, embalagens e ovos. A necessidade de captação de divisas por via das exportações de mercadorias produzidas localmente, equacionadas as limitações na produção nacional, gera um cenário em que os operadores de distribuição estudam outros mecanismos para alterar o actual quadro. Um deles, por exemplo, é a exportação de frutas, flores e hortícolas que, segundo o Presidente do Conselho de Administração da Rede Camponesa, Gentil Viana, têm mercados internacionais favoráveis.

Leia mais na edição de Março de 2018.

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