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Polícia vai apertar cerco aos taxistas e cidadãos desobeientes

De segunda à quarta-feira, em todo país, foram detidas 107 pessoas por desobediencia, 54 por desacato às autoridades.

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José Zangui
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José Zangui

O porta-voz do Ministério do Interior, Waldemar José, avisou que a partir de hoje, 30 de Abril, as autoridades vão endurecer o controlo aos taxistas, por se estar a registar aumento de desrespeito às regras, sobretudo, desde segunda-feira, quando foram aliviadas algumas medidas do Estado de Emergência.

O objectivo do aperto, segundo Waldemar José,  é salvar vidas. "Apelamos às pessoas a tirarem o exemplo doutros países da Europa", referiou, salientando que os taxistas insistem em fazer rotas curtas, especulação de preços e a não obedecerem a lotação estabelecida pelo decreto, pondo em risco a vida dos clientes.

"Não vamos permitir isso, porque está em causa o bem maior, a vida. Vamos apertar o cerco e alguns agentes da autoridade vão andar nos táxis, à paisana, para aferir o cumprimento ou não das medidas", disse.

Os taxistas incumpridores serão julgados sumariamente, multados e as suas viaturas apreendidas, em obediência ao decreto do Estado de Emergência, garantiu a fonte.

De segunda à quarta-feira, em todo país, foram detidas 107 pessoas por desobediencia, 54 por desacato às autoridades. Também foram apreendidos 1.190 litros de gasolina que seguiam para a República Democrática do Congo, via fronteira da província de Cabinda. Há igualmente registo de cidadãos que tentam violar a cerca sanitária, saindo e entrando em Luanda, de canoa, pela fronteira com Kwanza-Sul, no Longa.

O porta-voz do Ministério do Interior lamentou, por outro lado, o facto de muitos cidadãos estarem a circular frequentemente até nos dias de encerramento dos mercados informais, em que a venda ambulante também é proibida. "Se não se observarem as regras de distanciamento e de higienização, como continua a assistir-se, alguns mercados serão obrigados a encerrar", informou Waldemar José.

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