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Potencial da economia do mar esbarra na falta de organização

Especialistas reconhecem potencial da economia do mar em Angola, mas chamam atenção para a pouca organização, entre vários factores que atrasam o desenvolvimento de uma economia azul no país.

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Fotografia
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Carlos Aguiar

O capitão do Porto do Namibe, Manuel Ribeiro, defende a necessidade de maior organização dos portos do país, os quais devem ser modernizados, para que possam rentabilizar o seu potencial, ao mesmo tempo que se deve investir na organização e na fiscalização dos serviços, a fim de que se evitem perdas financeiras e desgastes dos meios técnicos e tecnológicos.

Sobre a questão da segurança e organização, Janeth Matana, administradora para Área Comercial e Operações do Porto do Lobito, explica que a Lei da Marinha Mercante estabelece alguns mecanismos para a organização e ordenamento do sector. A responsável falou ainda dos esforços para estender a zona de jurisdição do Porto do Lobito, de modo a responder à questão do transbordo, que é dos maiores desafios da fiscalização, apesar de já existir uma legislação que proíbe que seja feito fora da instituição portuária.

Janeth Matana falou também sobre o conjunto de infra-estruturas que podem ajudar no desenvolvimento da pesca, com destaque para o porto de cabotagem que existe no Porto do Lobito. “Temos de trabalhar juntos para uma economia azul”, afirmou, tendo realçado que o plano de gestão ambiental do Porto do Lobito não está à margem do contexto actual de uma economia que vive ainda muito do petróleo. “Uma vez que a maior parte da exploração petrolífera é feita no mar, temos, no nosso plano, um terminal de apoio à indústria petrolífera, que ainda assim tem de ser chamada à mesa, porque tem papel importante nesse processo. Por isso, precisamos de trabalhar juntos”.

A responsável explicou ainda que o que se pretende é trazer as boas práticas nas operações de carga e descarga, com vista a evitar ao máximo a poluição ambiental e então caminhar para uma verdadeira economia azul.

“Não vamos aproveitar as potencialidades do nosso mar se não estivermos articulados. Cada um saber o que tem de fazer e fazer até aí onde está a sua competência”, afirmou Janeth Matana, administradora do Porto do Lobito para Área Comercial e Operações.

Leia o artigo completo na edição de Outubro, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

Potential of ocean economy comes up against lack of organization

Experts recognize the potential of the ocean economy in Angola, but point out poor organization as one of the several factors delaying the development of a blue economy in the country.

The captain of the Port of Namibe, Manuel Ribeiro, advocates the need for greater organization of the country’s ports, which should be modernized in order to make the most of their potential while investments should be made in management and inspection services to avoid financial losses and wear and tear of technical and technological means.

On the issue of security and organization, Janeth Sofia Matana, administrator of Port of Lobito’s Commercial and Operations Area, explained that the Merchant Marine Law establishes some mechanisms for the organization and ordering of the sector. She also spoke of the efforts to extend the area of jurisdiction of Port of Lobito to respond to transshipment, one of the its greatest inspection challenges despite the existence of legislation prohibiting transshipment outside of ports.

Janeth Sofia Matana also spoke about the set of infrastructures that could help the development of fishing activities, noting the cabotage port that exists within Port of Lobito. “We have to work together for a Blue Economy,” she stated, underlining that the environmental management plan for Port of Lobito is not disconnected from the current context of an economy that still relies heavily on oil. “Since most of the oil exploration is done offshore, our plan includes a terminal to support the oil industry, which still has to be called to the table because it plays an important role in this process. We need to work together.”

The official further explained that the main intention is to bring good practices to loading and offloading operations, aimed at avoiding as much environmental pollution as possible, and then move towards a true blue economy. “We will not reap the benefits of the potential of our sea if we are not articulated. Each of us knows what we have to do and to do it up to where our competences lie”, she affirmed.

Read the full article in the October issue, now available on the E&M app for Android and at login (appeconomiaemercado.com).

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