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Presidente da RDC pede apoio aos Estados Unidos da América para acabar com M23

Cláudio Gomes
16/12/2022
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Foto:
DR

O Presidente da República Democrática do Congo (RDC) pediu ao Presidente dos Estados Unidos de América (EUA) que pressionassem a República do Ruanda a “acabar com todo o apoio" aos rebeldes do M23.

Citado esta semana pela DW, por sua vez, o Presidente ruandês arremessou a "bola" para dentro do “campo de fogo”, num claro cruzamento de acusações tripartida entre a RDC, comunidade internacional e o seu país. "Existem mais de uma centena de grupos armados no país e apenas se menciona o M23", disse Paul Kagamé.

De acordo com a DW, que cita uma publicação da Presidência congolesa na rede social Twitter, Félix Tshisekedi exortou o homologo norte-americano a pressionar o Ruanda a acabar com o grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23) que opera no território congolês, onde controla várias cidades na região do Kivu do Norte.

No encontro que teve lugar esta semana, em Washington, nos EUA, o Presidente da RDC denunciou as "agressões do grupo terrorista M23 e do Ruanda", apelando, igualmente, ao "estrito respeito pelas decisões da cimeira de Luanda", sobretudo o cessar-fogo e a retirada dos rebeldes da área.

Segundo a DW, o Presidente congolês pediu "um envolvimento firme dos Estados Unidos" no sentido de "pressionar" o governo do Presidente Paul Kagamé a observar os protocolos internacionais.

Tshisekedi agradeceu agradeceu o Presidente norte-americano "pelas recentes declarações de Washington a este respeito".

Neste sentido, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, terá apelado durante a semana passada ao Ruanda "para honrar os seus compromissos em Luanda. No entanto, Kigali critica a juízo "errónea e equivocada" da comunidade internacional face ao conflito no leste da RDC, referindo que "não é um problema do Ruanda".