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Procura de materiais de construção civil continua aquém

Redacção_E&M
28/11/2022
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Foto:
Carlos Aguiar

A constatação é do director-geral da Sika Angola, empresa líder no desenvolvimento e produção de sistemas e produtos para colagem, selagem, reforço e proteção no sector da construção e da indústria.

À margem do Sika Summit Angola 2022, que teve lugar recentemente em Luanda, Ricardo Rocha disse que a produção de materiais de construção já consegue satisfazer o mercado, mas a procura continua aquém das expectativas.

De acordo com o gestor, para se aumentar a percentagem actual, “é necessário que se comece a comprar mais localmente”. “As nossas fábricas estão a trabalhar a 40% da capacidade instalada, quer dizer que temos capacidade para produzir mais e abastecer o mercado nacional com produtos locais. As indústrias de materiais de construção têm mão-de-obra e equipamentos disponíveis”, garantiu o gestor.

No entender de Ricardo Rocha, as facilidades logísticas e os financiamentos contribuem para que a importação de produtos e materiais de construção ainda ocorra. “Apesar dos financiamentos serem, até certo ponto positivos, exigem uma contrapartida que motiva a compra no estrangeiro”.

Disse ainda que os grandes desafios do sector é construir cada vez com mais qualidade, salientando, no entanto, ser necessário que se criem normas angolanas para a construção e para os materiais de construção de modo a aumentar a qualidade da produção.

Por sua vez, sobre o assunto, Luís Diogo, representante da Associação Nacional dos Materiais de Construção, acreditar que a capacidade da indústria dos materiais de construção acabará por ser consumida pelo mercado interno a curto prazo.

“Se olharmos à nossa volta, identificamos uma oportunidade imensa. A República Democrática do Congo é enorme e não produz nada. Nós temos muito cimento, aço, betão, tijolos, temos o que exportar”, rematou Luís Diogo, que também presente no certame.