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Professores do ensino privado submetem-se à mendicidade


Para a sua própria sobrevivência e das respectivas famílias, centenas de professores estão a submeter-se a uma lastimável e dolorosa situação de mendicidade face à precariedade sem precedentes.

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Cláudio Gomes
Fotografia
:
Carlos Aguiar
Cláudio Gomes

A carência gritante de recursos financeiros para o próprio sustento, bem como a forma pouco digna como foram preteridos pelos antigos patrões, levam a que alguns professores do ensino privado rotulem, neste momento, negativamente a actividade lectiva como a “pior profissão do mundo”.

De acordo com os dados conjugados da Associação Nacional do Ensino Privado (ANEP) e da Associação das Instituições do Ensino Superior Privadas de Angola (AIESPA), a desoladora situação terá já afectado mais de 154.000 profissionais docentes e administrativos que, com giz, marcador, tele-aulas ou outras ferramentas usuais nesta actividade, contribuíram para a formação de muitos angolanos.

André Monteiro Ucuahamba, de 28 anos, residente no Distrito Urbano da Samba, em Luanda, é um dos profissionais afectados pela actual conjuntura.

Em entrevista à Economia & Mercado (E&M), André, que é responsável por um agregado familiar constituído por quatro pessoas, revelou os seus desalentos, ansiedades e frustrações. “O que mais me irritava era a consciência de que os meus filhos precisavam de comer e que eu era o provedor do seu sustento, mas diante disto nada podia fazer”, contou.

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English version

Private school teachers driven to begging

For their own survival and that of their families, hundreds
of teachers are being subjected to a pitiful and painful situation of mendicancy in the face of unprecedented precariousness.

The glaring lack of financial resources for self-support, as well as the undignified way in which they have been overlooked by their former employers, has led some private school teachers, presently, to negatively label teaching as “the world’s worst profession”.

According to combined data from the National Association of Private Education (ANEP) and the Association of Angolan Private Higher Education Institutions (AIESPA), the devastating situation has already affected more than 154,000 teaching and administrative staff who, with chalk, marker, online lessons and other habitual tools, have contributed to the education of many Angolans.

André Monteiro Ucuahamba (28), living in the Urban District of Samba, in Luanda, is one of the professionals outraged by the current situation.

In an interview with Economia & Mercado (E&M), the source, who heads a four-person household, revealed his dismay, anxieties and frustrations. “What irritated me the most was the awareness that my children needed to eat and that I was the provider of their livelihood, but that there was nothing I could do,” he said.

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