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Qualidade de activos pode “acelerar” novas fusões na banca

Depois da fusão entre os bancos Millennium e Atlântico, em 2016, especialistas antevêem novos cenários de fusões e aquisições no sistema bancário nacional.

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As fusões poderão acontecer face às novas medidas impostas pelo Banco Nacional de Angola (BNA), que por enquanto exige a recapitalização de dois bancos, nomeadamente o Banco de Poupança e Crédito (BPC) e o Banco Económico (BE).

O processo de Avaliação da Qualidade dos Activos sobre 13 dos 26 bancos que operam no mercado nacional, levado a cabo pelo Banco Nacional de Angola (BNA) – e que já levou esta última entidade a ordenar a recapitalização de pelo menos dois bancos –, poderá acelerar novos processos de fusões e aquisições ou até mesmo o encerramento de mais instituições bancárias em Angola. Depois de, em 2018, ter ordenado o encerramento dos bancos Mais e Valor, face à incapacidade destes em dar resposta ao aviso de Fevereiro de2018, no qual se determinava a elevação de 2,5 para 7,5 mil milhões de kwanzas como capital mínimo exigível às instituições financeiras, agora o banco central instruiu os Banco de Poupança e Crédito (BPC) e Banco Económico (BE) para que avaliem as necessidades de capital adicional depois do encerramento do exercício de 2019 e assegurem o cumprimento dos limites prudenciais até 30 de Junho de2020.

Numa nota, publicada no site da entidade reguladora do sistema financeiro, o BNA declara que o BPC e o BE representam 96% das necessidades de recapitalização face aos requisitos mínimos regulamentares, com base em dados de reporte relativos ao mês de Dezembro de 2018.

A avaliação incidiu sobre domínios como a segmentação das carteiras de crédito, a fiabilidade e rigor da informação disponibilizada sobre a carteira de activos e, também, sobre as garantias recebidas e hipotecas executadas, cálculo dos requisitos de capital para risco de crédito, e ainda a validação dos parâmetros e metodologias utilizados para a realização dos testes de esforço e resultados. Além do BPC e do BE, a avaliação abarcou os bancos Millennium Atlântico (BMA), Angolano de Investimentos (BAI), Caixa Geral deAngola (BCGA), de Comércio e Indústria (BCI), de Desenvolvimento de Angola(BDA) e de Fomento Angola (BFA).

A operação incluiu ainda os bancos de Negócios Internacional (BNI), Sol (BSOL), Finibanco Angola (FNB) e Keve, envolvendo as empresas de auditoria PwC, KPMG Angola, Ernst & Young, A. Paredes eAssociados e Assurance and Advisory. Tal como já foi divulgado pela Economia & Mercado (E&M), na sua edição de Outubro de 2019, os balancetes trimestrais dos bancos indicam que o resultado líquido de seis das 26 instituições a operarem no sector bancário afundou cerca de 28% no primeiro semestre de 2019 face ao período homólogo de 2018, uma queda de mais de 100 mil milhões Akz.

Leia mais na edição de Fevereiro de 2020

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