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Quem são e o que pensam os jovens líderes angolanos

Eles têm conhecimento, mas às vezes falta-lhes experiência. Têm força, mas são impacientes. Às vezes, têm conhecimento, paciência e vigor, mas falta-lhes oportunidade.

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Cláudio Gomes
Fotografia
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Cedidas e ISTOCK
Cláudio Gomes

Este é o drama dos jovens líderes angolanos, que defendem uma mudança de mentalidade e mais convívio entre gerações de profissionais.

O investimento nas jovens lideranças multiplica-se por toda a África, o que demonstra uma forte crença naqueles que virão a liderar o continente e cujas escolhas serão fundamentais para um melhor futuro da região. É o que defende Rita Arnaut, consultora da Jason Angola, aludindo aos dados do Banco Mundial segundo os quais 70% da população da África Subsariana tem menos de 30 anos. Para assegurar o futuro do continente, reforçou, a receita está na formação das jovens lideranças.

Segundo os entrevistados da Economia & Mercado, tem-se notado cada vez mais a ascensão de jovens para cargos de alta responsabilidade. Mas lamentam que ainda haja pouco investimento no capital humano, bem como pouca valorização de quadros nacionais competentes, sobretudo dos mais jovens.
Para a consultora da Jason Angola – empresa que lançou este ano o Talent Festival – é necessário que os países criem abordagens que “tornem os jovens líderes completos e capazes” de responder os desafios da actualidade. Rita Arnaut citou um relatório recente do African Leadership Institute, que reforça “a urgência de treinar-se competências-chave e abrirem-se portas para que a geração de jovens líderes possa tomar decisões sábias e tornar-se uma parte estratégias de longo prazo”.

O presidente do Conselho de Administração da Kixicrédito, Joaquim Catinda, por sua vez, lamenta que grande parte das empresas que actuam no país tenha gestão ou suporte de profissionais estrangeiros, sem a preocupação de formação e valorização dos quadros locais.

Licenciado em Contabilidade e Auditoria, com especialização em Gestão Estratégica para Microfinanças, o jovem gestor considera que o país tem estado a “recorrer muito” aos quadros estrangeiros para a gestão de empresas nacionais, o que revela pouca consistência na qualidade da mão-de-obra local. Referiu, igualmente, que tal atitude se estende também ao sector público, onde há uma inclinação “muito grande” para se contratar consultores estrangeiros.

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