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Recurso ao FMI ajuda na redução do rácio da dívida

O ministro da Economia e Planeamento, Pedro da Fonseca disse que o Executivo projectou uma representação do sector não-petrolífero de 77,2 porcento do Produto Interno Bruto (PIB), em 2022.

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Cláudio Gomes
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Cláudio Gomes

Com efeito o governante angolano disse que com o recurso ao financiamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) perspectiva-se a redução do rácio da dívida/receitas fiscais, estimado em 114 por cento em caso da aprovação do programa de assistência financeira daquela instituição europeia.

Pedro da Fonseca explicou, que o Governo recorreu ao referido programa de assistência financeira do FMI, com quem vai ainda discutir, em Outubro, deste ano, um financiamento ampliado no valor de 4,5 mil milhões de dólares.

De acordo com ministro, no âmbito do conjunto de políticas concebidas no PDN, caso se alcance o sucesso no referido acordo, o indicador do rácio do serviço da dívida/receitas fiscais, vai diminuir para 68,8 por cento já no próximo ano, com possível oscilação nos anos seguintes entre os 77,1 por cento (2020), 56,7 por cento (2021), sendo que em 68,2 porcento (2022).

Em relação a Dívida Pública, o ministro afirmou ainda que o Executivo continuará a reforçar as acções para equilibraras contas públicas, através da contenção das necessidades financeiras do Estado dentro dos limites compatíveis com a capacidade do país.

O responsável disse que estas medidas têm como objectivos principais a promoção de uma divisão mais justa da renda e da riqueza nacional.

O dirigente, fez tais pronunciamentos durante a apresentação do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) ao militantes do MPLA, tendo acrescentado que a economia está num cenário de recuperação considerando que a evolução deve-se a execução de políticas públicas eficazes, da melhoria do ambiente de negócios, bem como da introdução de incentivos financeiros à actividade económica.

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