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Sector dos transportes necessita de 200 milhões de USD para evitar falências

O Ministério dos Transportes já tinha admitido que a Covid-19 está a impactar negativamente nas receitas das empresas do sector dos transportes.

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O sector dos transportes precisa de aproximadamente de 200 milhões de dólares para manter a sustentabilidade das empresas e os postos de trabalho que correm risco de desaparecer devido à Covid-19, que obrigou a paralisação de muitas delas ou a redução de serviços.

Segundo o secretário de Estado para a Aviação Civil, Marítima e Portuária, Carlos Borges, que falava no  final de um encontro com operadores do sector  sobre o impacto económico da Covid-19, do ponto de  vista de apoio à tesouraria nas empresas do sector, será necessário um apoio do Estado para a manutenção dos postos de trabalho.

“O que queremos, na etapa seguinte, é que se faça a ligação com a banca comercial, porque este dinheiro tem que vir do mercado e estamos a tentar assegurar esta ponte e a comunicação com os diferentes agentes do mercado”, afirmou, citado pela Angop, tendo adiantado que o estudo preliminar indica que nos próximos seis ou nove meses as empresas de transporte poderão recuperar parte substantiva das perdas, estimadas entre 40 a 50% das receitas até o final de 2020.

Ainda segundo a Angop, os colaboradores reformados da transportadora aérea nacional (TAAG), com contratos de continuidade, deverão ser desvinculados nos próximos dias, devido ao impacto negativo do novo coronavírus (Covid-19) na actividade da empresa.

A fonte indica, citando uma nota de imprensa, os responsáveis de várias áreas da empresa apresentaram uma lista de colaboradores reformados com contratos de continuidade, que deverão ser terminados na generalidade, porém haverá eventuais excepções, que deverão ser aprovadas pelo presidente da Comissão Executiva (CE) da empresa, que conta com um Bureau Sindical (BS), Sindicato dos Pilotos de Linhas Aéreas (SPLA), Pessoal Navegante de Cabine (PNC) e Oficial de Operaçõesde Voos (OV'S).

A par dessa medida, os responsáveis de todas as áreas da companhia apresentaram também aos respectivos administradores os nomes dos colaboradores, correspondentes a 30% da força de trabalho, que deverão trabalhar em regime permanente.

Segundo o documento, face ao contexto presente, prevê-se reduzir frequências de voos e até mesmo suspender-se algumas rotas, com vista a uma operação auto-sustentável, cujas receitas devem cobrir todos os custos operacionais, para a sobrevivência da companhia. Todavia, avança o comunicado, o grande desafio situa-se nos custos de estrutura, em que as despesas com o pessoal representam já um valor absolutamente desajustado à dimensão da operação, o que será fortemente agravado pela redução drástica da operação.

Recorde-se que, recentemente, o Ministério dos Transportes já tinha admitido que a Covid-19 está a impactar negativamente nas receitas das empresas do sector dos transportes. Entretanto, na altura, o ministro Ricardo D’Abreu não detalhou a dimensão das dificuldades financeiras que o novo coronavírus está a impor às empresas do sector, mas informou que a redução das receitas é transversal a todos os segmentos, nomeadamente aéreo, marítimo, rodoviário e ferroviário.

As maiores dificuldades na captação de receitas estão centradas, segundo o ministro, no transporte de passageiros que é das áreas mais visadas na lista de proibições impostas no âmbito do Estado de Emergência.

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