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Sindicato bancário apreensivo com futuro dos funcionários do BPC

O presidente do Sindicato Nacional dos empregados bancários de Angola (SNEBA), Filipe Makengo disse estar preocupado com o futuro dos trabalhadores do Banco de Poupança e crédito (BPC).

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José Zangui
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José Zangui

As declarações do sindicalista surgem no âmbito do processo de restruturação em curso naquela instituição, mas faz fé nas palavras do Presidente da República, João Lourenço, segundo as quais o processo não vai pôr em causa os postos de trabalho.

Em declarações a E&M, a margem da palestra sobre “Memórias da banca”, promovido, a 14 de Agosto, pelo Banco Nacional de Angola (BNA) para celebrar os 44 anos da actividade bancária no país, o responsável sindical sublinhou que o sindicato está atentando e vai acompanhar o processo do BPC, pois, o emprego é sempre preocupação dos sindicatos.

Com 26 bancos a operarem no mercado angolano, ao todo o sector bancário emprega 23 mil funcionários e as condições de trabalho dos funcionários dependem da estrutura de custo de cada banco por essa razão não são uniforme.

Na actividade, o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano, defendeu a necessidade dos trabalhadores bancários continuarem a trabalhar com honestidade, profissionalismo para que o país tenha um sistema financeiro sólido e robusto.

Segundo o mais recente estudo da MIRA – Market Inteligence Research, sobre indicadores de satisfação bancário (ISB-2019), mais de 96% clientes dos clientes bancários estão satisfeitos com os serviços prestados.

O estudo da Market Inteligence Research, em posse da E&M procurou auscultar clientes das diferentes franjas da sociedade e níveis de instrução, desde biscateiros, desempregados, estudantes e reformados, num total de 4305 indivíduos com conta bancaria.

Os trabalhadores foram os mais inquiridos, representando 44,0% do total. Já no que diz respeito a instrução os que têm menos que o ensino médio foram os mais inquiridos, 18%, contra por exemplo, 11% dos licenciados/ pós- graduação.

O  ISB-2019, elegeu  o Banco de Fomento Angola (BFA), como melhor banco. Com essa escolha, o BFA manteve a posição de melhor banco que já conquistou em 2018, sendo este o BAI conquistou algumas posições, nomeadamente, ao atributo da inovação.

Ou seja, no Top 5, que analisou, a preferência sobre o banco que mais se preocupa e mais respeita os clientes, perfilaram o BFA (24%), BAI (17%), BIC (13 %), Millennium Atlântico (12%)e Sol (10%).

O presidente da SNEBA reconhece a necessidade dos quadros do sector continuarem a trabalhar com rigor, honestidade e profissionalismo, para que a banca continue a ser uma referência na sociedade.

Entretanto, esclarece que a qualidade dos funcionários e por conseguinte dos serviços a prestar não se adquirem na universidade mas no trabalho, com a experiência e as entidades empregadora a obrigação de dar formação aos seus funcionários se quiserem exigir mais.

Por seu turno, o ex-governador do BNA, António Inácio, que exerce actualmente o cargo de presidente do Banco de Investimento Rural (BIR), entende que o país tem actualmente um sistema bancário saudável, porque os trabalhadores têm uma contribuição bastante notável neste aspecto.

Ressaltou que no início desse processo, a banca tinha poucos quadros, mas hoje podem se orgulhar pelo facto do sector ter trabalhadores com conhecimentos sólidos, bem dotados e que têm estado a contribuir para o crescimento do sistema financeiro bancário.

No quadro das transformações político-económicas que vinham sendo realizadas e tendo em atenção a importância do sistema monetário e financeiro do país, o Governo confiscou o activo e o passivo do então Banco de Angola (instituição que detinha o direito exclusivo de emissão de notas de Banco) e criou em Novembro de 1976, o Banco Nacional de Angola (BNA), com funções de Banco Central, Banco Emissor, Caixa do Tesouro e de Comércio Bancário.

O trabalho exaustivo realizado por esse grupo de trabalhadores, segundo António Inácio é um marco historicamente determinante da banca em Angola, tendo sido proclamado a 14 de Agosto de 1980 como “Dia do Trabalhador Bancário”.

A data ainda não fui institucionalizada mas, o 14 de Agosto já é comemorada como o Dia do trabalhador bancário. O governador do BNAe o presidente da SNEBA estão alinhados em começarem a trabalhar para a institucionalização da data.

Dados do BNA indicam que o sector financeiro bancário em Angola conta com mais de 23 mil empregados, 70% dos quais sem o ensino superior concluído, correspondendo a 16 mil e 100 trabalhadores, e seis mil e 900 graduados (30%).

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