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Subida da temperatura acima dos 2 graus é a “má nova” da COP26

Possibilidade de subida da temperatura para mais de 2 graus e manifestações de activistas ambientais, fartos de “blá, blá, blá”, marcam COP 26, que aconteceu, recentemente, em Glasgow, Escócia.

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Fotografia
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ISTOCKPHOTO

Os especialistas presentes na Cimeira COP26 alertaram para a possibilidade de subida da temperatura até 2,5 graus, bem acima de 1,5 de que se falava no início da reunião dessa cúpula, uma “espécie de sequela” dos Acordos de Paris.

Assim, os mais de cem estados lançaram o “Global Methane Pledge” (Compromisso Global do Metano), uma iniciativa para reduzir as emissões globais de metano e manter possível o objectivo de limitar o aquecimento global, reduzindo as emissões de metano em 30% até 2030. Nesta senda, a União Europeia (UE) abriu uma linha de crédito para os países mais vulneráveis, e os demais países participantes da cimeira acordaram em acabar com a desflorestação.

A Índia assumiu o compromisso de acabar as emissões de (CO2) até 2070, o que tem um simbolismo considerável, uma vez que o país é o terceiro maior poluidor do mundo. Entretanto, único empecilho é que esse e todos outros planos eram com vista a manter a subida da temperatura abaixo de 1,5 graus celsius (acima dos valores médios da era pré-industrial). Os Estados acordaram a necessidade de redução global das emissões de dióxido de carbono em 45% e de neutralidade de liberação de CO2 até 2050, o que exige que as nações apresentem, já no próximo ano, novos compromissos de redução de gases do efeito estufa.

Entretanto, a novidade da possibilidade de aquecimento acima dos 2 graus obriga a que os países elaborem e submetam, até ao fim de 2022, uma nova NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada), como é chamado o documento com metas voluntárias nacionais.

Outro ponto do acordo que representou um avanço, conforme especialistas citados pela TVI, é a monitorização dos compromissos assumidos. Pelo acordo, todos anos os países devem apresentar um relatório sobre o andamento da NDC. Assim, será possível saber quem está a cumprir ou não as promessas feitas ao mundo. Além disso, ministros do Meio Ambiente deverão reunir-se anualmente para discutir as metas climáticas de curto-prazo, que devem ser efectivadas até 2030.

Angola marcou presença na COP 26 ao mais alto nível, e, no seu discurso, o Presidente João Lourenço reforçou o compromisso com as questões climáticas e ambientais, tendo enfatizado os esforços do Executivo na conservação e na plantação de mangais por toda a costa do território.

Recorde-se de que o Presidente João Lourenço recebeu, recentemente, um prémio pela envolvência nas questões ambientais e, desde então, este tem sido um segmento merecedor das mais cuidadas atenções do Executivo.

Leia o artigo completo na edição de Dezembro, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

Temperature rise above 2 degrees is the “bad news” of COP26

The possibility of a temperature rise over 2 degrees and protests by environmental activists fed up with “blah, blah, blah” marked COP26, which took place recently in Glasgow, Scotland.

Experts present at the COP26 Summit warned about the possibility of a temperature rise to 2.5 degrees, well above the 1.5 that was being talked about at the beginning of that summit, a “kind of sequel” to the Paris Agreements.

Thus, the more than one hundred states launched the “Global Methane Pledge”, an initiative to reduce global methane emissions and keep the goal of limiting global warming possible by reducing methane emissions by 30% by 2030. Along these lines, the European Union (EU) opened a credit line for the most vulnerable countries, and the other countries attending the summit agreed to stop deforestation.

India has made a commitment to end (CO2) emissions by 2070, which has considerable symbolism, since the country is the world’s third largest polluter. However, the only drawback is that this and all other plans were aimed at keeping the temperature rise below 1.5 degrees Celsius (above the average values of the pre-industrial era). The states agreed on the need for a 45% global reduction in CO2 emissions, and CO2 release neutrality by 2050, requiring nations to submit new greenhouse gas reduction commitments as early as next year.

However, the news of the possibility of warming above 2 degrees Celsius requires countries to prepare and submit, by the end of 2022, a new NDC (Nationally Determined Contribution), as the document with voluntary national targets is called.

Another point of the agreement that represented an advance, according to specialists quoted by TVI, is the monitoring of the commitments undertaken. According to the agreement, every year the countries must present a report on the progress of the NDC. Thus, making it possible to know who is fulfilling or not the promises made to the world. In addition, environment ministers must meet annually to discuss the short-term climate targets, which must be implemented by 2030.

Angola was present at COP26 at the highest level and, in his speech, President João Lourenço reinforced the commitment to climate and environmental issues, having emphasized the efforts of the Executive in the conservation and planting of mangroves throughout the coast of the territory.

It should be recalled that President Lourenço recently received an award for his involvement in environmental issues, and since then, this has been a segment that deserves the Executive’s most careful attention.

Read the full article in the December issue, now available on the E&M app for Android and at login (appeconomiaemercado.com).

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