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TAAG “deve ser uma facilitadora da concorrência”, afirma Eduardo Soria, CEO da companhia

Redacção_E&M
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Foto:
Andrade Lino

“A operação será muito diferente e vamos conviver com novos problemas resultantes de um maior tráfego", disse, referindo-se à abertura do novo aeroporto de Luanda, que elevará o tráfego aéreo.

A política de céus abertos é, ao mesmo tempo, uma oportunidade e ameaça para TAAG, companhia aérea de bandeira nacional. Segundo o seu TAAG, Eduardo Soria, a empresa está aberta ao diálogo com a concorrência interna, em particular com a Bestfly.  “A porta está aberta para falarmos com a Bestfly [companhia  aérea

privada angolana que recentemente adquiriu uma aeronave 737/700]”, tranquilizou, afirmando que a companhia aérea angolana “deve ser uma facilitadora da concorrência”.

Acrescentou ainda que poderá haver cooperação com outras companhias aéreas angolanas sem terem que esperar pela liberalização do espaço aéreo. “Nesta aventura devemos ter amigos e aliados”, enfatizou.

Sobre a ameaça que a política de céus abertos representa, Eduardo Soria afirmou que tal só acontecerá se a empresa não estiver preparada para as oportunidades.

“Creio que é uma ameaça e uma oportunidade. Se não estivermos preparados, não tomaremos conhecimento de todo o ecossistema. Uma das maiores preocupações é baixarmos os custos da nossa operação. Se não o fizermos não seremos capazes de sobreviver à concorrência”.

E nesse âmbito o novo Aeroporto Agostinho Neto traz enormes desafios, diz, pois a empresa deixa um aeroporto que pode operar com 5 a 6 milhões de passageiros para um outro de 15 milhões. “A operação será muito diferente e vamos conviver com novos problemas resultantes de um maior tráfego. Vai ser um espaço aberto onde vai haver mais jogadores. De fora e de dentro. Vai propiciar um maior desenvolvimento, no país, da aviação privada que, com a abertura da política de céus abertos, poderá voar nas rotas agora operadas pela TAAG. Temos de nos adaptar a esses desafios num curto espaço de tempo”, afirmou.